Opinião
O atraso resiste em AL em pleno s�culo 21
A presidente Dilma Rousseff pode visitar Alagoas ainda este mês, quando deve inaugurar uma etapa do Canal do Sertão. A obra é inteiramente bancada com dinheiro federal, repassado com seriedade nos anos Lula e na gestão de sua sucessora. A obra passou anos parada, até que o senador Fernando Collor intercedesse junto ao ministério. Aliás, a obra começou em 1991, quando Fernando Collor era o presidente da República. Quase uma década de reinações tucanas impediu que o projeto fosse adiante. Seria importante a presidente descobrir que delegacias caem, maternidades fecham, departamentos de inteligência explodem, prédios ficam fechados por anos, convênios se perdem pelo não uso de verbas enviadas... São muitos os exemplos de inoperância que Alagoas tem a mostrar. É lamentável que até dinheiro seja devolvido, com pagamento de multa, por falta de projetos dos gestores públicos. Assim como foi prometido que a Polícia Militar teria mil policiais por ano, o governo tucano também prometeu acabar com as agruras no atendimento de saúde e muitas vagas para todos que desejam estudar. É tudo o que os pais querem ouvir. Mas o Hospital Geral continua com atendimentos humilhantes, e médicos vivem na iminência de deixarem tudo para trás e abandonar o trabalho. O governo ameniza e nada faz. Já a educação, chega-se ao cúmulo da piada: o governo decretou emergência na área. Seis meses para levar a cabo a revolução, como cacareja o titular da pasta responsável pelas políticas públicas. E o que temos é um quadro ainda mais bizarro. Há claros sinais de desvio do interesse público. Construtoras abandonam obras como quem abre a porta e sai. Sem prestar contas do dinheiro que recebeu. Claro, é tudo sem licitação, como preveem os decretos de emergência. Não se sabe realmente quanto dinheiro já foi torrado sem que as escolas estejam prontas. Já na segunda década do século 21, Alagoas encontra a cara do atraso ? disfarçada com a maquiagem de ?consultores?.