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Nº 5692
Opinião

Bento 16 surpreende o mundo e sai para rezar

O mundo vai assimilando a enorme surpresa que chegou na última segunda-feira, quando Bento 16 tornou pública a decisão de renunciar ao título de papa da Igreja Católica. Ele foi escolhido para guiar os católicos há quase oito anos, depois da morte do extr

Por | Edição do dia 13/02/2013 - Matéria atualizada em 13/02/2013 às 00h00

O mundo vai assimilando a enorme surpresa que chegou na última segunda-feira, quando Bento 16 tornou pública a decisão de renunciar ao título de papa da Igreja Católica. Ele foi escolhido para guiar os católicos há quase oito anos, depois da morte do extremamente popular João Paulo II. Num breve texto divulgado para explicar as razões desse gesto radical, o alemão alega estar em idade avançada, o que impõe limites para sua missão. Ele diz também estar consciente da gravidade do momento, mas demonstra não haver qualquer dilema quanto à convicção do caminho a seguir. O substituto deve ser escolhido ainda em março. Apesar do cenário inesperado, o ritual no Vaticano não sofrerá problemas diante da renúncia em questão. A mudança na Igreja Católica provoca repercussões continentais – independentemente do credo de cada qual dos países. Mais do que o continuador de um conjunto de princípios – fundamentais para a conquista da civilização –, o catolicismo busca o diálogo permanente, no alicerce milenar dos valores cristãos. E é com essa perspectiva que se pode analisar os movimentos de estrategistas, as especulações que têm espaço na imprensa e a agitação que se vê em Roma. Ainda que não se apresente qualquer indício mais forte de uma suposta crise na cúpula do Vaticano, esse é um dos aspectos infalíveis no noticiário. O papa alemão poderia estar sob pressões de ordem mais política do que físicas, dizem nos quatro cantos jornalistas, estudiosos da Igreja Católica e palpiteiros. A idade avançada atrapalha, mas estaria longe de causar impedimentos graves ao homem que representa São Pedro aqui na Terra. Ele poderia continuar zelando como faz, sem maiores sofrimentos, pelo menos ainda por alguns anos. A teoria da conspiração não perde uma ocasião como essa; corre solta e ganha adeptos em cada bate-boca – decorrente daquilo que quase sempre começa como debate. Os excessos não esclarecem. Claro que há turbulência, tudo bem; mas a chance é zero de o barco naufragar.

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