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O PIB, AS DESIGUALDADES SOCIAIS E O BEM-ESTAR DO BRASILEIRO

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Segundo o britânico Centro de Pesquisas Econômicas e de Negócios (CEBR), em 2022 ? portanto, daqui a dez anos ?, o Brasil será a quinta maior economia do mundo, ultrapassando as das europeias Reino Unido, França e até a poderosa Alemanha. Seu PIB deverá ter crescido 92% comparado aos números atuais. Interessante. Afinal, insuspeito. Não é? Mas alguns críticos (sempre tão argutos) lembram que o Brasil ainda é inferior em muitos aspectos a diversos países europeus, inclusive, notadamente até, aos supracitados. Mas aí, danou-se! E é milagre, é? Como se as mazelas ? históricas! ? acaso desmerecessem as conquistas dos últimos dez anos! Engraçado é que essas mesmas vozes, antes (quando o Brasil ainda dormia em berço esplêndido, ou seus ministros tiravam os sapatos no aeroporto de Tio Sam), não davam um piu. Piu. É, nem isto. Outros lembram que o crescimento da economia em 2012 foi muito inferior ao previsto pelo próprio governo. Em suma: um ?PIBinho?. Bom, é verdade que alguns outros países emergentes, e até do próprio Brics, tiveram um ?produto interno bruto?, digamos, mais avantajado. Mas não o é menos que o Brasil está em seu melhor momento no quesito, importantíssimo ? permita-me, ?até umas horas!? ?, da redução das desigualdades sociais. Com efeito, segundo o presidente do Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA), nosso gigante ex-adormecido(!) ? agora definitivamente acordado ? está atualmente no menor nível de desigualdade da história, que tem estreita relação, olha só, com o crescimento da renda ?per capita? nas diversas classes sociais. Para que você tenha uma ideia, caro leitor, nos últimos dez anos a renda dos 10% mais pobres cresceu mais de 90%, enquanto que a dos mesmos 10% mais ricos cresceu pouco mais de 15%. Vale dizer: o ?PIBinho? verificado neste ano que finda é notoriamente relativizado quando tomada em consideração a histórica redução das nossas vergonhosas desigualdades sociais. Em suma, concluiu: para um PIB tímido tem-se, de outro lado, um crescimento chinês na base. Calma. Essa relação ainda nos diz mais. Num universo de 150 países, o Brasil foi o que apresentou ?maior ganho de bem estar? nos últimos cinco anos, considerados 51 indicadores econômicos e sociais (conforme a Boston Consulting Group ? BCG). Por ?bem estar? entenda-se ?oportunidades, renda familiar, acesso aos bens de consumo, saúde, educação, etc.?. Haveria mais a dizer, mas o espaço é de menos. Então, que fiquem esses dados, contrapondo-se ao ambiente catastrófico dos ?calunistas? de plantão da chamada grande imprensa.

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