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PINTO DA MADRUGADA: O SEGREDO DO SUCESSO

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Grandes mestres têm me mostrado ao longo dos meus estudos e reflexões que existe um viés, um plano seguro para realizar os nossos sonhos e projetos; realizar a nossa missão de alma com total verdade e integridade; mantendo-nos distanciados de conflitos e de condutas distorcidas, numa excelência máxima de expressão; simplesmente se formos levados a seguir o sábio roteiro: ser, fazer, ter. Creio que chego à resposta de uma pergunta que não queria calar. Talvez aqui esteja o segredo do sucesso do Pinto da Madrugada. Fora disso, tudo se torna inexplicável. Como quatro cidadãos comuns, sem estratégias de marketing, conseguem reunir milhares de pessoas numa espetacular festa pública, em plena paz, ao longo de 14 anos? Desde a minha incansável busca de autoconhecimento e autotransformação, tenho tido esta comprovação: Primeiro precisamos ser aquilo que queremos fazer, para depois ter a plena manifestação, como máxima recompensa daquilo que somos. Este é o sagrado segredo do sucesso, trazido numa diversidade de formas pela sabedoria milenar, mas tão atual para os especialistas comportamentais de visão sistêmica e transpessoal. Isso vem se vivificando, comprovando-se a olhos nus, saindo dos compêndios teóricos ou históricos, indo além dos relatos de vidas sagradas e messiânicas de supra-humanos, para a vida de seres humanos comuns, bem diante de nossos olhos, numa avenida ensolarada, tendo o mar azul como testemunha maior. Esse roteiro tem uma ciência, esse roteiro tem uma magia, e essa magia tem sido comprovada através da vida dos ?quatro? foliões apaixonados, que concretizam no Pinto, a expressão mais real e vívida do que são. Eles expressam ali, com muita verdade, integridade, espontaneidade e leveza, a beleza do que em essência são. Os ?quatro? meninos, Marcial ? já em comandos superiores ? David, Eduardo e Braga, são eles mesmos, de coração e alma, tudo o que se vive naquela avenida. Tudo acontece do jeito que acontece, porque ? sem plena consciência disso ? eles são guiados pelo roteiro do ser-fazer-ter. Sou testemunha de que esse roteiro é a plena natureza deles em suas vidas. Tudo naquela avenida é a máxima expressão de cada um. A marca de cada um está ali expressa, nos detalhes que se complementam. A marca de cada um está expressa em suas famílias, esposas, filhos e netos, que juntos sustentam uma estrutura harmônica, que contagia de forma suave e gentil, todo o Gigante Colorido. Ali não existe nenhuma intenção ou ação, diferente daquela de ser a máxima expressão da paixão que trazem no coração. Ali eles fazem, ou melhor, tudo acontece numa espetacular magia, num fluxo sincrônico inacreditável, onde o impossível se torna possível, onde o absurdo e a graça se irmanam, onde a utopia se torna a explosão de um grande sonho, arrastando sob um sol escaldante, nada menos que duzentas mil pessoas felizes ? mesmo que apenas naquele momento ? expressando beleza, alegria e paz. A verdadeira natureza humana expressa e manifesta em massa. Eles nos mostram que isso é possível, somos capazes e merecemos vivê-la plenamente no mundo. Esse cenário teve registro oficial por fotos aéreas, com direito à manchete: ?Um mar de gente brincando em plena paz?. Esta magia é também confirmada na expressão de gratidão, de pessoas simples, como na voz emocionada de uma humilde jovem: ?Obrigada, muito obrigada, pela beleza desta festa. Aqui nós nos sentimos ricos, importantes e felizes. Aqui todo mundo é igual; a paz e a alegria é para todos. Nós viemos de Paripueira e todos os anos estamos aqui!?. O reconhecimento e a gratidão por todo aquele espetáculo comunitário vêm também dos ambulantes, quando um dos diretores no dia seguinte, durante a festa da Banda Vulcão, vai comprar um refrigerante para matar a sua sede, o ambulante não aceitou o pagamento, dizendo: ?Este é presente, doutor. Este é um agradecimento do meu coração por tudo que eu ganhei ontem no Pinto. Nada pode pagar o que vocês fazem por nós!?. Aquela latinha hoje faz parte dos registros importantes do Pinto, junto a centenas de outras belas expressões de gratos reconhecimentos, como o de um músico das orquestras: ?Obrigado, meu Deus, por ter o Pinto da Madrugada na minha vida!?. O cansaço ao final é recompensado, com a constatação de que, mais uma vez, tudo transcorreu em plena paz. Assim, o hino de Alagoas, pintado de frevo, celebra o Grand Finale! A melodia ecoa numa diversidade de vozes, unindo a voz do dirigente maior do Estado, à dos ambulantes e foliões emocionados. Num abraço de vitória, regado a lagrimas de folião apaixonado, os diretores sinalizam o momento final. O Pinto, honrando o pré-acordo de tempo, abaixa a cortina do espetáculo, deixando nos corações emocionados, nas peles queimadas e nas fantasias suadas, um gostinho de quero mais e o grande desejo de que, daqui a um ano, estejamos todos juntos, dançando uma valsa pintada de frevo, debutando na avenida, os 15 anos do Gigante Colorido da Paz. Até lá! Que possamos estar todos juntos, na rua, no chão, unidos nas nossas semelhanças e sem qualquer distinção. E, assim, poderemos viver mais uma vez, o roteiro sagrado do sucesso: ser a paz, fazer a paz e ter a paz manifesta naquela avenida, nas nossas vidas e no mundo.

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