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Opinião

A viol�ncia das ruas e a viol�ncia da camarilha

Uma das maiores encrencas para o atual governo do Estado, os índices de violência não deram descanso aos gestores, como eles gostariam e até alardeiam em propaganda. É lastimável que parta do governo a politização das questões que devem ser, obrigatoriam

Por | Edição do dia 16/02/2013 - Matéria atualizada em 16/02/2013 às 00h00

Uma das maiores encrencas para o atual governo do Estado, os índices de violência não deram descanso aos gestores, como eles gostariam e até alardeiam em propaganda. É lastimável que parta do governo a politização das questões que devem ser, obrigatoriamente, tratadas no âmbito administrativo. Não cabe ao governante, seja ele quem for e de que filiação partidária, vir a público para assacar contra adversários e, o mais grave, reagir com intolerância à liberdade de imprensa – porque informa do equívoco da eventual autoridade. No caso de Alagoas, seja o próprio governador seja os áulicos do secretariado, a regra é abaixar o nível para esse tipo de debate politiqueiro. Desde 2007 – portanto nada menos do que seis anos – que os dirigentes do governo repetem o discurso da “redução” dos números da violência. Mas são desmentidos reiteradamente, em duas frentes, nos fatos concretos de assaltos e homicídios, até na divulgação de dados oficiais, como do IBGE ou do Ministério da Saúde. Repete que tudo vai bem, mas, tragicamente para os alagoanos, vai muito mal, isso sim. Gastou-se dinheiro demais com “consultorias” para a segurança pública. Não se tem notícia sobre o que essa dinheirama teria gerado de positivo para a sociedade. As delegacias desabando, os inquéritos acumulados e mal resolvidos, a enorme carência de pessoal, o sucateamento da polícia científica... Enfim, são muitos os sinais de que havia algo muito errado no reino dessa tropa; e, hoje, continua havendo muita coisa fora do eixo com essa camarilha que usa os aposentos governamentais. Ao agir envenenado pela obsessão do poder, o governante comete o pior dos comportamentos. Revela, assim, que a tudo pode recorrer – ou a tudo pode se submeter – para conquistar a permanência desse poder. Nada é limite nem barreira. Seria mais tranquilo a postura contrária a isso tudo. Mas é raro o governante digno de tal desprendimento.

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