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Opinião

A PUJAN�A DO NORTE

Uma região de praias paradisíacas, de rios perenes, de vocação agrícola – cana-de-açúcar, coco, banana, mandioca, pecuária –, de agroindústrias e de riqueza histórica e cultural, enfim, repleta de oportunidades para os nativos e os visitantes que desejam

Por | Edição do dia 21/02/2013 - Matéria atualizada em 21/02/2013 às 00h00

Uma região de praias paradisíacas, de rios perenes, de vocação agrícola – cana-de-açúcar, coco, banana, mandioca, pecuária –, de agroindústrias e de riqueza histórica e cultural, enfim, repleta de oportunidades para os nativos e os visitantes que desejam empreender. Eis a região Norte de Alagoas, banhada pelo Oceano Atlântico e pela Mata Atlântica. O Norte possui todas as condições necessárias para desbravar como região construtiva do desenvolvimento autossustentável, pois reúne numa determinada área diversos elos da cadeia produtiva, o que ajuda na promoção da empregabilidade e da geração de renda. Desde o setor produtivo da cana-de-açúcar, que vem da época da ocupação portuguesa e holandesa [por breve período], até o descobrimento do litoral pelos turistas e pelos investidores que aportaram recursos na construção de modernos hotéis e luxuosas pousadas, essa infraestrutura, mesmo que mínima inicialmente, ajudou a mostrar ao Brasil e ao mundo a região litorânea Costa dos Corais. É uma faixa de terra que se inicia em Paripueira e vai até a divisa com Pernambuco, município de Maragogi. É um potencial de rara beleza e de terras agricultáveis, cercando cidades históricas, como Porto Calvo, que contribuiu e galgou espaço na história do Brasil, por meio de Domingos Fernandes Calabar, que teve a coragem de rebelar-se contra a Coroa Portuguesa e aliar-se aos holandeses. Esse fato histórico é apenas um exemplo de que a região Norte tem muito a oferecer e contribuir para os alagoanos. Exceto a Grande Maceió, nenhuma outra região preenche os três segmentos produtivos: agropecuária (cana, banana, coco), indústria (usinas de açúcar, beneficiamento de leite) e serviço (hotéis e pousadas e outros pequenos negócios). E o lado positivo é que essas atividades são decorrentes da vocação natural da região. Entretanto, a expansão da região ainda pode deslanchar ainda mais. E é preciso. Ainda há um contingente de alagoanos à espera de oportunidades. E o setor de turismo surge como o mais dinâmico com reais condições de atender à demanda socioeconômica, porque, é do conhecimento de todos que a região carece de infraestrutura rodoviária e hospitalar para atender melhor os moradores e os turistas. No tocante à estrutura rodoviária, está sendo construída a alça viária (Aeroporto Zumbi dos Palmares à Ponte da Flamenguinha, em São Luís do Quitunde), que fortalecerá o turismo. Mas é preciso ir além e ousar com a construção do aeroporto em Maragogi para impulsionar a região Costa dos Corais. Também é salutar lembrar que a base do crescimento autossutentado do Norte como de qualquer outra região é a educação. Educação é a chama de novos investimentos e de uma vida melhor para os alagoanos. É o que a região Norte quer e toda Alagoas merece.

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