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Poder p�blico falha nos segmentos essenciais

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O tripé Saúde, Educação e Segurança não apenas põe em xeque o governo alagoano; a bem da verdade, deixa claro que a atual gestão no serviço público estadual falhou bastante no enfrentamento dos graves problemas que dominam os três setores. Há mais de seis anos no comando da máquina administrativa, o grupo chefiado pelo PSDB fez Alagoas ser notícia pelos erros e consequências para sua população. Dois aspectos que marcam a má gestão nesse tripe vital para o cidadão é o amadorismo das providências adotadas e o descontrole sobre o erário. A farra de contratações sem processo licitatório faz parte desse pacote. Escorado em decretos de emergência, desprovidos de qualquer embasamento realmente sério, esse mecanismo virou remédio para todos os males. Lamentável que, em mais de uma oportunidade, os decretos foram renovados sem que nada do que fora prometido tivesse se transformado em realidade. Sempre correndo para reparar o prejuízo ? nunca se antecipando aos fatos ?, vê-se o uso de verbas sem critérios. Para os três grandes segmentos, também não faltou dinheiro para propaganda. As campanhas desconhecem números reais e são pródigas em fantasiar o que está mais perto da tragédia. O governo faz eventos para celebrar ?realizações? na segurança pública, enquanto a Justiça interdita delegacias. Inquéritos continuam jogados em prédios caindo aos pedaços, sem investigação. E tudo isso mesmo com apoio logístico e financeiro do governo federal. O Hospital Geraldo Estado, a Maternidade Santa Mônica e a greve dos médicos resumem a situação na Saúde. O nível de gestão na Secretaria de Educação já entrou para a história como fonte permanente de piada. Milhões gastos em obras suspeitas ? tudo sem licitação ?, as eternas consultorias e o fim do diálogo com a categoria. Resultado não poderia ser outro. Apesar da discurseira publicitária, os gestores respondem a ações de improbidade e os alunos perderam o ano letivo de 2012.

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