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Sufoco na sa�de p�blica e campanha antecipada

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O tumulto diante do Hospital Geral do Estado, assunto de reportagem nesta edição da Gazeta, foi o último sinal do quanto está no fundo do poço a gestão da saúde pública de Alagoas. Até parece que o segmento passou a brigar com a educação e a segurança pelo campeonato dos piores. No mesmo dia em que cadeiras voaram durante um protesto de servidores no HGE, as autoridades da segurança pública davam mais uma entrevista coletiva para mais um ?balanço? do Programa Brasil Mais Seguro. Outra vez, viu-se a representante do governo federal ao lado de seus colegas alagoanos exaltando suposta queda no índice de homicídios. Os dados oficiais, no entanto, são frágeis. Há critérios demais, até idiossincráticos, para se chegar a uma determinada taxa de assassinatos. São os métodos tucanos, sem direito à contraprova. Assim, ficamos reféns da informação chapa-branca: o governo ?apura? algo bastante delicado, decidindo como e quando divulgar os números. Está claro que não há uma gota de credibilidade nisso. Tudo muito nebuloso. Informações do IML incomodam o governo. Se foi latrocínio, os mandachuva na segurança querem sequestrar isso da estatística de homicídios. Agora, ensina a trupe abalizada, o que vale é o Boletim de Ocorrência. Mas, mesmo com tanto carnaval e encenações de maravilhas, o governo não consegue o anúncio de uma grande reviravolta dos números da morte. Já o sofrimento imposto à população mais carente no serviço de saúde indica a incapacidade para o planejamento até no médio prazo. A imagem é de improviso e de falência em vários pontos no gerenciamento do setor. Vale lembrar que o Sistema Único de Saúde é mantido com repasses federais, como, aliás, um incontável cardápio de serviços públicos em Alagoas. Preocupante que o mandatário no Palácio República dos Palmares tenha, desde já, caído abraçado ao ritmo de campanha eleitoral, deixando de governar.

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