Opinião
Esporte para evitar a morte de uma gera��o
Ao lançar em Maceió nova etapa do Programa Segundo Tempo, ontem, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, lembrou que as ações previstas são especialmente importantes para a capital alagoana porque a cidade lidera os índices de homicídio, cujas maiores vítimas são adolescentes e jovens. Dados oficiais de organismos nacionais, amplamente conhecidos, revelam que a capital alagoana é o lugar de maior risco para a juventude. Por isso, o ministro ressaltou a importância de um programa como o que veio lançar. Espera-se que a Prefeitura de Maceió consiga tocar o projeto, sem improvisos nem interrupções, para que seja de fato uma contribuição no combate à violência. Como outros investimentos e obras, tudo começa com euforia, dezenas de autoridades para as fotos e muitos sorrisos. O problema é levar a teoria à prática, sair do discurso fácil e das promessas, sempre de olho em dividendos eleitorais, para levar adiante, com seriedade e empenho, o trabalho necessário. O prefeito Rui Palmeira, estreando como gestor no Executivo, tem todas as condições para fazer valer o objetivo do Segundo Tempo. Não há razões para levantar dúvidas sobre sua capacidade e interesse pela realização das boas ideias. Naturalmente, no serviço público, a vontade individual é desejada, mas está longe de ser o motor principal que garanta o êxito das políticas sociais. É obrigatório que se acompanhe com rigor o andamento do programa, para evitar distorções e mesmo o esquecimento das metas estabelecidas. Como em outras áreas, não basta entregar o equipamento, num gesto isolado, e esperar avanços automaticamente, por obra e graça das intenções expostas. Além do mais, como lembrou o alagoano Aldo Rebelo em suas palavras na solenidade, o investimento na base é uma das garantias de formação de novas gerações livres do crime e do abandono. Alagoas tem maltratado demais a sua gente. Ostentar os piores indicadores sociais do Brasil é apenas uma vergonha.