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Morte de Hugo Ch�vez � o fim de um estilo

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Pouco mais de dois meses após se internar para tratamento em Cuba ? e nunca mais aparecer ou falar em público ?, Hugo Chávez é dado oficialmente morto aos 58 anos, abrindo um suspense no futuro próximo da Venezuela. O ?oficialmente morto? não é um mero detalhe, muito menos alguma ironia. A verdade é que o mundo não sabe desde quando o líder improvável estava morto. As informações da Venezuela eram apenas exaltação e a inverdade segundo a qual o herói da esquerda enfrentava os graves problemas e logo voltaria aos braços de seu povo. Como em outros países, a morte de uma liderança do poder e da política provoca tensão e ruídos entre os canais oficiais e a opinião pública. A se apelar para teorias de conspiração, Maduro veio a público acusar o governo dos Estados Unidos pela morte do venezuelano. Disse como se houvesse provas cabais de uma ação americana para infectá-lo com a moléstia. Se tal engenharia fosse plausível, infinitas vezes mais provável seria acreditar que Chávez não estava mais nesse mundo há alguns dias, semana atrás. Preocupados com os rumos do sistema, agentes cubanos e homens venezuelanos trataram de esconder informações. Ou imperava o silêncio ou a fantasia: o comandante está mais firme do que nunca e logo estará de volta. Em termos de liberdade, não se pode amenizar: não há qualquer transparência com informações do governo. Aliás, a presença de Cuba no roteiro sul-americano tem tudo a ver com o cenário político. O vice Nicolás Maduro assume o cargo até a realização de eleições, previstas para ocorrer em 30 dias. Maduro será o nome da situação para tentar manter o chavismo no poder. Seu adversário enfrentou Chávez no último pleito e certamente será Henrique Caprilles. Nas eleições passadas, a oposição cravou números significativos ? está cheia de esperança antes da hora. A saída de cena do ?comandante? testa o socialismo peculiar da Venezuela.

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