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Poder p�blico deve proteger a mulher

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Na Semana da Mulher, Alagoas aparece nacionalmente nas estatísticas de violência, para ilustrar uma tragédia brasileira: o número de mortes de mulheres no país atesta uma realidade que parece impossível de se transformar. A violência em casa, nas relações familiares e mesmo profissionais é uma das marcas mais terríveis no Brasil, especialmente em Alagoas, onde, como se vêm em reportagem nesta edição, é um Estado em que os números de um crime estão aumentando. Historicamente, a criminalidade faz vítimas femininas em decorrência de vários fatores, mas um parece enraizado de modo dramático na cabeça do brasileiro: a ideia de poder do homem. O caso recente de uma alagoana assassinada pelo ex-marido serviu de mote para reportagem na TV Globo, que mostrava como elas ainda são as grandes vítimas da violência no Brasil. Nas três esferas, temos uma estrutura burocrática para, em tese, responder a essa demanda, fundamental na consolidação da cidadania para todos. Ministérios e secretarias Brasil afora nasceram em anos passados, mas hoje estão consolidados na tarefa de implantar políticas públicas em defesa desse universo. Mesmo assim, é quase nada porque há uma distância imensa entre a lei e as realizações concretas; uma diferença entre aquilo que se planeja e o que vira realidade. Além disso, a violência que não para de crescer contra a mulher tem o velho componente terrível do tal ?comportamento do homem brasileiro?. Pois é esse preconceito, essa ideia absurda que precisa ser combatida, sem trégua, para reduzir ? o ideal é eliminar completamente ? esses números de terror. Claro que não se pode esperar boa notícia, sem nada fazer, torcendo por algum milagre, por algo que não vai ocorrer. A realidade muda com ações concretas. Chega-se, portanto, àquela seara dos poderes públicos que precisa ser cobrada por mais ações ? e mais eficiência. Na segunda década do século 21, não se pode tolerar tamanho descalabro.

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