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A S� VACANTE

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A cadeira de Pedro está vazia. Seu último ocupante, nosso querido Bento 16, às 20 horas do dia 28 de fevereiro, encerrou seu pontificado e recolheu-se ao palácio apostólico de Castelgandolfo, perto de Roma. Esta decisão do pontífice havia sido tomada após a viagem que ele fez ao México e a Cuba, ?depois de repetidas vezes ter examinado a própria consciência diante de Deus? ? conscientia mea iterum atque iterum coram Deo explorata. Explicou que pela idade avançada, suas forças não são mais apropriadas ?para governar a barca de Pedro e anunciar o Evangelho?. No final do Concistório de 11 de fevereiro, o santo padre leu em latim um texto escrito de próprio punho: ?Bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que me foi confiado pelas mãos dos senhores cardeais em 19 de abril de 2005. Assim, a Sé de Roma ficará vacante e deverá ser convocado o Conclave para eleição do novo sumo pontífice. Agradeço de coração o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso de meu ministério e peço perdão por todos os meus defeitos?. Aos fiéis reunidos na audiência geral das quartas-feiras, ele repetiu: ?Como sabeis, decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou. Fi-lo em plena liberdade para o bem da Igreja, depois de ter longamente rezado e examinado minha consciência diante de Deus, bem ciente da gravidade de tal ato, mas igualmente sabedor de já não ser mais capaz de desempenhar o ministério petrino com a força que o mesmo exige. Nestes dias, não fáceis para mim, senti quase fisicamente a força, que me proporcionam o amor da Igreja e a vossa oração. Continuai a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro papa?. E acrescentou: ?Eu sempre soube que naquela barca está o Senhor, e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, mas é Sua, é Dele?. Na despedida aos cardeais, na manhã do dia da renúncia, ele afirmou: ?Entre vós, no Colégio Cardinalício, está também o futuro papa, ao qual desde já prometo incondicional reverência e obediência?. Palavras de um santo pontífice. Sentimento de profunda gratidão e reconhecimento de suas virtudes e dotes pessoais como sumo pontífice foi o que marcou a avalanche de mensagens de afeto e gratidão, vindas a Roma de todas as partes do planeta. Só para citar algumas: uma carta escrita pelos Cardeais e dos episcopados do mundo inteiro, entre os quais a nossa CNBB. Fora da Igreja Católica: a mensagem do arcebispo ortodoxo de Constantinopla e do metropolita de Moscou; o secretário-geral do Conselho Mundial das Igrejas, o rabino-chefe de Israel, o grão imã do Islam sunita, o presidente do Estado de Israel; o Secretário Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, o rei Juan Carlos, da Espanha. O jornal do Vaticano fala, por último, de ?vários países da América Latina?, sem citar especificamente algum. Os oito anos do pontificado do grande papa, profundo teólogo e humilde pastor ? desde a eleição ? marcam de dor e glória a bimilenar história da Igreja de Jesus.

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