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Nº 5692
Opinião

Sa�de p�blica e um modelo a avan�ar

O maior posto de saúde de Maceió está literalmente caindo aos pedaços. É o que se constata pela dimensão dos problemas que atingem a unidade pública de atendimento. Como mostra reportagem nesta edição, o posto do Salgadinho fechou ontem por falta de água

Por | Edição do dia 09/03/2013 - Matéria atualizada em 09/03/2013 às 00h00

O maior posto de saúde de Maceió está literalmente caindo aos pedaços. É o que se constata pela dimensão dos problemas que atingem a unidade pública de atendimento. Como mostra reportagem nesta edição, o posto do Salgadinho fechou ontem por falta de água. A estrutura do imóvel dá sinais de desgaste por toda parte e, ao que parece, não há como recuperar sem que haja uma intervenção geral. Quando visitou o local, nos primeiros dias depois da posse, o prefeito Rui Palmeira anunciou uma reforma geral. Estava ao lado do secretário de Saúde, João Marcelo Lyra. Ainda não começou nenhuma obra no Salgadinho e o atendimento continua além da precariedade. Na verdade, o que a prefeitura fez foi tentar botar um pouco de ordem na casa, mas muito longe do que é necessário. Alguns reparos foram iniciados sem que houvesse qualquer treinamento dos servidores; o trabalho de pedreiros ocorre ao mesmo tempo que o de médicos e enfermeiros. Na semana passada, uma mulher morreu depois de percorrer postos e ambulatórios também na capital alagoana. A família atribui o caso à falta de atendimento. Sem entrar no mérito, e sem particularizar o problema ou com o município ou com o Estado, é claro que esse é um dos aspectos mais dramáticos que precisam ser enfrentados. A verdade é que não existe atendimento de emergência nos bairros de Maceió – o que representa o homem sozinho, se tiver uma dor de dente ou esteja à beira de um acidente fulminante. Deve-se esperar pelo encaminhamento de tais demandas – saúde é crucial – e torcer para que essas unidades sejam não apenas reformadas; espera-se que algo mais apareça e deixe o cidadão num ambiente construtivo. A situação da saúde é preocupante, mas claro que pode se recuperar; não será fácil, mas algo precisa começar para valer. Não há investimentos à vista.

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