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Semana da mulher gera protesto e festa

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Governadores e prefeitos vivem chorando por mais recursos, gostam de espalhar que estão no sufoco para, desse modo, sensibilizar a União. Governantes também gostam de apelar para a Lei de Responsabilidade quando dizem que não podem gastar além dos limites da lei. De vez em quando, um ou outro aparece em público para jogar nas costas do antecessor o que ele mesmo plantou e colhe merecidamente. Uma ladainha cuja meta, ao fim e ao cabo, é obter mais recursos. Como eles não podem criar uma moeda e rodar dinheiro para uso próprio, ficam o tempo todo projetando suas promessas para o ?apoio? do presidente da República. No entanto, algo peculiar aos gestores que reclamam de falta de dinheiro é justamente a devolução de verbas de convênios. E qual o problema? O problema é que o Estado recebe uma bolada em troca de nada; basta cumprir alguns requisitos, o básico do básico, para estar apta ao que é interessado. Gestores devolvem dinheiro porque não conseguem fazer o mínimo, ou seja, apresentar um projeto ? o que é simplesmente Idade da Pedra. Assim tem sido a rotina de nossos grandes gestores ? sempre criativos, fecham convênios, mas aí o contrato está desfeito. Quando um governador ou prefeito devolve aquilo que foi repassado pela União, é um péssimo sinal a revelar duas coisas: descaso e incompetência. Mas é isso o que ocorre com frequência nesse nível de homens públicos que vão começar a semana: qualquer dia, isso volta para mim e tudo certo. Dizem que todos criam um mundo particular. Mas a sentença encontra sua forma mais perfeita na canção da verdade. Gestores públicos nunca foram todos para a mesma praça. Eles vão com tranquilidade. Negligência com a coisa pública é uma marca desses tempos. Importante contestá-lo e buscar o próximo livro.

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