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Sinais vitais de uma retomada

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Num tempo marcado pelo viés partidarista proveniente da antecipação da campanha presidencial de 2014, faz-se necessário ler com mais atenção as avaliações sobre a notícia de que a economia brasileira, que tropicou em 2012, estaria dando passos seguros neste começo de ano. Como o crescimento brasileiro naturalmente leva areia para o caminhãozinho de Dilma, a legião dos ressentidos torce pela manutenção dos índices miseráveis na aferição periódica dos percentuais do Produto Interno Bruto. E a recíproca é verdadeira, ou seja, não é segredo o esforço ?interpretativo? governamental no sentido de tornar bela a fealdade de qualquer tipo de índice. Assim, quem torce pelo Brasil deve quebrar um pouco mais a cabeça e buscar estudar mais atentamente a (indiscutivelmente boa) notícia de que o PIB brasileiro demonstrou crescimento de 1,29% em janeiro de 2013 em comparação com dezembro do ano passado, numa medição descontada da sazonalidade do período. Segundo a abalizada Reuters, ?trata-se da maior alta mensal desde junho de 2008?. Devemos estudar mais carinhosamente essa realidade, não por motivos eleitorais mas mesmo para obtermos indicações seguras do que fazer com o salário do mês e/ou com a poupança. Afinal, os prognósticos econômicos devem interessar mais os menos abastados que os mais ricos, pois esses ganham em qualquer cenário, enquanto o assalariado ou a pessoa detentora de modestas economias sempre perdem dinheiro e, ao fim e ao cabo, lutam para perder menos, no mínimo, embora nos últimos anos ? efetivamente ? tenham tido a chance de ganhar algo quando dos noves fora. Assim, uma primeira leitura, imparcial aponta para um processo de recuperação econômica real, mas ainda não consolidado. O bom sinal é que esse índice de 1,29% supera bastante a média das previsões que situava o topo do crescimento para o primeiro mês na ordem de 0,7%. O resultado mais positivo que o imaginado pelos economistas, segundo os próprios, deve-se à recuperação industrial somada ao bom desempenho das vendas no varejo. Melhor assim. O conselho mais atento, portanto, seria seguir consumindo, só que com mais cautela; e sempre buscar poupar algo, pois nessa toada o futuro será bem melhor.

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