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Opinião

O QUE RESTA DE VOC�, MINHA SENHORA?

A grande e importante senhora a quem nos referimos chama-se ONU. Nascida em 1945 na presença de 51 países, com a função e a autoridade de organizar, orientar, proteger e evitar conflitos e até guerras entre países. E assim foi conhecida e reconhecida dur

Por | Edição do dia 19/03/2013 - Matéria atualizada em 19/03/2013 às 00h00

A grande e importante senhora a quem nos referimos chama-se ONU. Nascida em 1945 na presença de 51 países, com a função e a autoridade de organizar, orientar, proteger e evitar conflitos e até guerras entre países. E assim foi conhecida e reconhecida durante alguns anos. Era como se fosse uma maestrina entre as nações. Entretanto, com o passar do tempo, não apenas do tempo de hoje, a grande maestrina encontra-se sem a batuta nas mãos. E poderíamos perguntar por quê? As vezes, o poder da autoridade esquece os reais valores que o pensamento gera dentro de muitos contextos e argumentos. Bem, sempre o mandar e o executar são reais são válidos. As nossas considerações e relação à ONU partem justamente do poder de uma autoridade que dela valeu-se apenas para executar ambições desmedidas como, por exemplo: tratando-se da guerra do Iraque. Nesse exemplo quem foi a autoridade maior? Foi o senhor presidente dos Estados Unidos na época do ocorrido. Democracia não se faz com guerra, com mortes, com devastação física e moral. A ONU está enfraquecida desde a invasão americana. A ONU precisa ampliar o seu Conselho de Segurança com a presença de mais países para fortalecer a sua presença e legitimar a sua atuação. Isto já foi dito e pensado há bastante tempo. As superpotências ignoram o Conselho de Segurança da ONU. Ontem, como hoje, nada fez, nada diz, nada resolve. Ausência total e absoluta. Até em Brasília protesto contra a autorização da ONU no Líbano. Será que foi certo ou errado este protesto? Será que a ONU foi ausente ou democrática? O sentido maior da sua Carta Magna, assinada em 1945, era a ordem e a paz, viesse de onde viesse, de maiores ou menores países. E agora, minha senhora, onde está você? Esta pergunta que faço não é de hoje nem de ontem. É de um tempo que já pertence a um passado, e já se faz bastante longe em sua escala.

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