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Opinião

A ‘CASA-GRANDE & SENZALA’ CONTINUA...

Na semana que passou uma grande parcela alagoana se surpreendeu diante da declaração do governador do Estado Teotonio Vilela Filho (PSDB) sobre o Bolsa Família. Durante entrevista em uma rádio local, ele comparou o programa do governo federal a uma esmola

Por | Edição do dia 20/03/2013 - Matéria atualizada em 20/03/2013 às 00h00

Na semana que passou uma grande parcela alagoana se surpreendeu diante da declaração do governador do Estado Teotonio Vilela Filho (PSDB) sobre o Bolsa Família. Durante entrevista em uma rádio local, ele comparou o programa do governo federal a uma esmola. A repercussão negativa do fato levou-o a fazer um desmentido. Sinceramente, não me surpreendi. Tenho certeza que é exatamente isso o que ele pensa. Não só ele como grande parte das elites políticas brasileiras. É a velha história dos abastados do andar de cima, que não querem, em hipótese alguma, a subida da comunidade do andar de baixo. Mas não há como conter isso. Hoje, no Brasil, aproximadamente 14 milhões de famílias participam desse programa de transferência de renda. Destinados a retirar famílias da pobreza extrema, o programa estabeleceu um norte no processo de inclusão social no país e isso tem incomodado muita gente. Daí, reações recheadas de preconceito como a do governador do Estado acabaram flutuando na mídia, na vã tentativa de macular o mais ambicioso programa de transferência de renda da história do Brasil. Para a infelicidade do governador tucano, 431 mil famílias alagoanas estão cadastradas no programa e isso representa um investimento superior a R$ 66 milhões/mês na economia do Estado, o que corresponde a quase R$ 800 milhões/ano. Olhando no andar de cima, o setor sucroalcooleiro, do qual sua excelência faz parte, está muito longe desse investimento. O que significa dizer que se não fosse o Bolsa Família, o Estado de Alagoas estaria vivendo um período de convulsão social. Basta perceber que a administração estadual está desnorteada, embrulhada na própria incompetência. E, portanto, sem condições de atender às demandas sociais nas áreas de segurança pública, saúde e educação. Enfim, o governo não consegue corresponder às expectativas da sociedade em geral. Vivemos o marasmo administrativo. E a leniência do gestor maior nos levou a isso. Desnorteado pelo fracasso da gestão de seu governo, Téo Vilela prefere atacar o programa de transferência de renda do governo da presidenta Dilma, numa demonstração clara de não reconhecer uma política social exitosa reconhecida pelo mundo. Em Alagoas, cada obra de pequeno, médio ou grande porte existe o DNA do governo federal, apesar de o governo estadual esconder a origem quando realiza a sua propaganda. O governo do PT tem uma visão republicana em relação aos Estados e municípios não discriminando a sigla partidária de seus gestores. Os últimos dez anos no Estado de Alagoas formam o período em que mais se recebeu recursos da União; diferente do período do governo FHC, quando o atual governador era senador e presidente nacional do PSDB. Mas o povo de Alagoas tem sabedoria e gratidão em reconhecer o legado do ex-presidente Lula e da presidente Dilma como governantes do destino do Brasil. Viva o povo brasileiro!

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