Opinião
O PRIMEIRO AMOR NUNCA SE ESQUECE
?O primeiro amor a gente nunca esquece?. É comum ouvirmos esta afirmação. Mas, afinal, qual é o primeiro amor? A paixonite de adolescente? O namoro que mais mexeu? A pessoa que fazia e faz as pernas tremerem quando a vê? O Evangelista Lucas, no capítulo 15, sintetiza este amor na história que Jesus contou a respeito de um pai que tem um pedido inusitado de seu filho: sua parte na herança e, depois disso, some no mundo sem dar sequer notícias. O pai, apesar de tudo, todos os dias fixa seu olhar no horizonte esperando o regresso do seu filho. Seu medo é de que o filho volte e no caminho seja ?recebido? pelo outro irmão ou algum familiar disposto a dar aquela lição. O que o filho fez neste meio tempo? Ah, ele extrapolou tudo o que pode, pensou só no presente, e quando a fonte secou, foram-se os amigos e a moral, a realidade foi o fundo do poço; agora O Primeiro amor nunca se esquece. Estava humilhado, só e desamparado ? sua liberdade sem responsabilidade custara-lhe um preço impagável. É neste momento que ele cai em si e lembra-se do primeiro amor. A única solução é voltar e ser, mesmo que seja o menor. Qual a reação do pai ao avistar o filho à distância? Ele não pensa duas vezes no que o filho diria ou estaria fazendo ali, mas corre de braços abertos ao encontro dele. Para os ouvintes de Jesus, na cultura oriental, era comum o uso de longas túnicas, e entre outros motivos, um dele era para manter a privacidade. Mas este pai pouco se importa com os padrões estabelecidos. Ele levanta a túnica, puxa acima dos joelhos, se expõe, preocupando unicamente com o filho! A Misericórdia do primeiro amor é escancarada! Ele corre até o filho maltrapilho demonstrando preocupação; abraça-o e beijo-o, apesar da sujeira e mau cheiro, selando o perdão. A ordem em seguida para vesti-lo, colocar um anel no dedo e fazer uma festa garante ao filho nova chance e novos direitos. Porque ?meu filho estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado? (Lucas 15.24). Quem é o primeiro amor? O apóstolo Paulo responde: Deus não nos julga de acordo com nosso conceito de justiça, com regras humanas e o perigo racional, mas Ele nos julga aos olhos de Cristo, e este é maior que o pecado! (2ª Coríntios 5.16-19). Jesus contou esta parábola para nos dar noção a respeito de quem Deus é e o quanto ele nos ama. É Ele que vem ao nosso encontro de braços abertos na pessoa de Jesus Cristo, demonstrando toda misericórdia e amor incondicionais. O Primeiro amor nunca se esquece de nós!