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Opinião

O MIST�RIO DA CRUZ

Hoje, a Igreja está iniciando a Semana Santa, antigamente chamada de Grande Semana: trata-se do período que, fazendo memória da Paixão e Morte do Senhor, termina com a solene celebração da Sua Páscoa sagrada. A Paixão do Senhor. Nela, aparece com toda ca

Por | Edição do dia 24/03/2013 - Matéria atualizada em 24/03/2013 às 00h00

Hoje, a Igreja está iniciando a Semana Santa, antigamente chamada de Grande Semana: trata-se do período que, fazendo memória da Paixão e Morte do Senhor, termina com a solene celebração da Sua Páscoa sagrada. A Paixão do Senhor. Nela, aparece com toda carga dramática o mistério da cruz. Numa primeira vista, a cruz pode significar que não vale a pena ser bom; que, no mundo, o mal levará a melhor e a bondade terminará sempre crucificada e morta... Afinal, lá está o Justo e Santo, pendente do madeiro, derrotado. A cruz da Sexta-feira pode ainda dizer que Deus não existe e, se existe, é um deus covarde, que se cala e abandona seus amigos à própria sorte... Um deus inútil e sádico, que não dá a mínima para a humana dor e o sofrimento do inocente, para a lágrima do pobre, do oprimido, do indigente... Mas, não! As lições da cruz são bem outras! Ela nos mostra até onde o homem pode ir na sua soberba, na sua louca pretensão de ser Deus: ele pode matar Deus; precisamente como vemos acontecer na nossa cultura ocidental. Estamos matando, arrancando os traços de Cristo do coração do nosso mundo... E Deus se deixa despojar por respeito à nossa liberdade... A cruz também nos revela o que nos tornamos fechando-nos para Deus: no Cristo desfigurado está presente o homem desfigurado por tantos pecados: desespero, impiedade, droga, violência, tirania, destruição da família, aborto, imoralidade etc. Aparece na cruz toda a deformação que o pecado gera em nós... Mas, a cruz nos revela, sobretudo, até onde Deus está disposto a ir para nos resgatar, para nos salvar: Ele se entrega por nós, dando-nos Sua própria vida! Em Jesus crucificado aparece com toda clareza que Deus é amor; aparece o que significa amar! O Senhor não nos amou só com palavras; amou-nos no desastre da cruz, naquele silêncio humilde, naqueles cravos pontiagudos, naquela dura madeira, naquelas gotas de sangue. Na cruz, misteriosamente, o Senhor não nos explica o sofrimento: Ele toma sobre Si nossos sofrimentos e os transforma num gesto de amor. Na cruz, todo pecado é redimido, toda dor é transfigurada, todo sofrimento encontra um sentido. E o principal: a cruz não é o fim, não é a conclusão do drama da Sexta-feira Santa. O Deus que Se calou na Sexta e deixou o Seu Filho amado permanecer na morte durante todo o Sábado, no Primeiro Dia depois do sábado, quando ainda era treva, tomou a palavra e ressuscitou o Seu Filho, elevando-O à maior glória e dando-Lhe um Nome acima de todo nome, o nome de Senhor! Nesta semana, a Igreja contemplará a cruz e o Crucificado com toda gravidade. E, no Domingo, Solenidade pascal, cantará com alegria e anunciará: a graça é mais forte que o pecado, a luz é mais forte que a treva, a vida é mais forte que a morte! Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente. Ele vive para sempre!

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