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Opinião

GOVERNAR � TER SABEDORIA E PRUD�NCIA

Segundo Aristóteles, governar é permitir aos cidadãos vida plena, justa e feliz. Se os governantes direcionassem suas metas imbuídos nos postulados filosóficos aristotélicos, certamente o povo ficaria satisfeito. Entretanto, uns acertadamente governam vis

Por | Edição do dia 24/03/2013 - Matéria atualizada em 24/03/2013 às 00h00

Segundo Aristóteles, governar é permitir aos cidadãos vida plena, justa e feliz. Se os governantes direcionassem suas metas imbuídos nos postulados filosóficos aristotélicos, certamente o povo ficaria satisfeito. Entretanto, uns acertadamente governam visando servir e não serem servidos; outros visam locupletar-se do cargo para majorar o patrimônio, mesmo em detrimento do erário ou de terceiros. É uma verdadeira peleja entre aqueles ou aquelas que buscam galgar status e, pior ainda, usufruir do poder público ou privado, mesmo que venham cometer ilicitude penal, praticando a famigerada improbidade administrativa, vírus cancerígeno espalhado por todos quadrantes do planeta Terra. Governar não é apenas dar ordens, muito menos ostentar força e passar por cima de todos, principalmente dos injustiçados, e ainda desrespeitar princípios constitucionais, prevaricando a todo momento como não existisse acima de si ordenamento jurídico disciplinador da moral, ordem e cidadania responsável por todo embasamento constitucional existente na Carta Magna da nossa pátria. O grande Marechal Luis Alves Lima, Duque de Caxias, assim expressava-se: “É tão nobre obedecer, como comandar”. Se o cidadão não cumpre ordens, como deverá exigir de outrem? O chefe ideal não é apenas aquele que administra bem a coisa sob sua responsabilidade, mas que atenda aos anseios dos seus governados, mormente, quando os mesmos estão revestidos da força do direito devidamente reconhecido pela Suprema Corte do país. Estamos próximos ao ano onde o povo irá às urnas para escolher seus governadores e presidente. Naqueles meses e dias que antecederão as eleições muitos postulantes aos cargos em foco procurarão persuadir a população brasileira através dos planos de governo, os mais sofisticados e mirabolantes possíveis. Os candidatos apregoam justiça social e nivelamento entre as camadas sociais. Todavia, após eleitos, olvidam-se de socorrer aos necessitados. Antes, prometem tudo, inclusive proteger, amparar e defender a sociedade, renunciando quaisquer vantagens presentes e futuras. Tudo não passa de uma farsa, ou até mesmo de uma política demagógica. Perante o quadro nebuloso demonstrado neste artigo, é indubitavelmente a realidade, situação que deverá persistir por várias décadas, visto que, o político quando aspira ascender ao poder promete tudo fazer em benefício do povo. Porém, ao colocar o bastão de comando às mãos, esquece per omnia saeculo saeculorum das promessas feitas no palanque. No entanto, a novela recomeçará com novo capítulo nas eleições futuras e a população continuará saturada de ouvir tantas demagogias.

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