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Opinião

O BRASILEIRO � MUITO SUGESTION�VEL

O noticiário mostra que Francisco, o novo papa, tem o número 13 como o seu grande aliado. Zagallo, nosso conterrâneo e grande desportista do passado, é outro que em tudo na vida usa o número 13 para ter sorte. Mas, a maioria dos brasileiros não pensa assi

Por | Edição do dia 24/03/2013 - Matéria atualizada em 24/03/2013 às 00h00

O noticiário mostra que Francisco, o novo papa, tem o número 13 como o seu grande aliado. Zagallo, nosso conterrâneo e grande desportista do passado, é outro que em tudo na vida usa o número 13 para ter sorte. Mas, a maioria dos brasileiros não pensa assim; acha que o número 13 dá azar. O brasileiro é um povo engraçado: muito alegre, brincalhão, festeiro até demais, porém, altamente supersticioso. Vive de crendices, horóscopos, cartomantes e tudo o que lhe dá esperança de dias melhores. Entre tantas coisas que lhe perturba a cabeça existe a ideia de que datas, fatos, atitudes não podem existir em sua vida porque dá azar. Podem botá-lo para trás. Uma delas é o número 13. Tem gente que corre mesmo do número 13 e quando coincide com uma sexta-feira, nem se fala. E de agosto, aí é que a coisa fica feia; o sujeito nem sair de casa quer naquele dia. Ele fica com medo de ser atropelado, de não fazer bons negócios, enfim, de sair tudo errado. No setor das crendices, os portadores de presságios são também em número vultoso. A Bahia, terra do vatapá, do caruru e do dendê, está cheia delas, a começar pela figa que veio da Guiné e hoje é brasileira mesmo. Poucas crianças no Brasil não usaram uma figurinha de ouro no braço ou no pescoço, como enfeite, mas também como zelo das mães com medo dos olhares invejosos. E por aí continua. Passar por baixo de escada é outra crendice arraigada na cabeça de muita gente. Morre cedo quem faz isso, pensa ele. O sujeito contorna a rua, quase é atropelado, mas segue tranquilo, porque em baixo da escada não passou. Gato preto, tem gente que corre léguas quando vê um se aproximando. Se ele aparece de repente na porta de uma casa, na porta de um Igreja quando os noivos vão entrando ou na portaria de um hospital quando o indivíduo vai se internar, lá surge o medo de que as coisas não deem certo. Uivo de cachorro de madrugada ou canto de certos pássaros durante a noite prenunciam morte de alguém na família, segundo a turma supersticiosa. Terão essas crendices algum fundamento? É claro que não. Nossa vida está nas mãos de Deus e só ele sabe o nosso futuro realmente. Eu me lembro, no meu tempo de adolescente, que houve uma época em que o número 13 dava sorte. Lembro-me do vendedor da loteria federal na porta da Loja Nova Aurora, gritando na Rua do Comércio: “Olhe o 13! Quem quer o 13? Faça a sua fortuna hoje comprando o 13”.

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