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Opinião

EM BUSCA DO SENTIDO DA VIDA

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O sentido da vida sempre constituiu um questionamento filosófico acerca do significado e propósito da existência humana. Na antiguidade, sempre foi a busca pela felicidade, enquanto na Idade Média, com as influências religiosas, sai da ideia de algo individual por uma busca coletiva da comunhão com o Divino. Esses dias, assisti a um intenso debate sobre esse tema entre dois jovens rapazes. Os dois participantes apresentavam argumentos interessantes que versavam entre as descobertas da ciência e o grande acúmulo de conhecimento que a mesma conquistou para responder tais questionamentos. O outro colocava a questão como algo divino, do qual nossa natureza limitada pouco reconhecia o tamanho da sacralidade. Essas ainda parecem ser as perguntas que moverão a humanidade por muitos séculos em busca de sua origem, de sua real missão e também pela busca de respostas a um vazio existencial que sempre rondou a raça humana. Acredito que a espiritualidade nos conduz ao divino e ao sagrado e nessa terminologia englobo, de forma abrangente, a fé, a crença, o humanismo, a paz de espírito e o desejo de servir, o encontro com o outro, o dar de si em benefício do próximo. Enfim, a busca de cada pessoa pelo significado e pelo propósito de sua existência. Contudo, alguns outros homens e mulheres valiosos conseguem apontar outros caminhos para dar o sentido à vida. Em essência poética ? ?remoto como nunca, eterno como o sempre? ?, expressam um importante caminho a ser trilhado. Como já dizia a poetisa Cora Coralina, a vida não tem sentido se não tocamos os corações das pessoas. Para ela, isso poderia ser feito com gestos simples, bastando que nos disponibilizássemos a ser o colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. As palavras dessa mulher de grande sabedoria expõem uma das maiores mazelas dos seres humanos que é o desamor a seu próximo. Para ela, é o ato de tocar o coração do outro que nos torna de fato semelhante, tornando a experiência da vida em algo especial e capaz de tornar a existência nem curta nem longa demais, porém perfeita, para vivermos uma vida intensa, verdadeira e pura. Afinal, o que vale na vida não é o ponto de chegada, mas a caminhada que permitiu semear e colher.

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