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Opinião

Provoca��es m�tuas e muito perigosas

As infindáveis provocações entre as Coreias, inegavelmente, estão com o tom em crescimento além do usual. A cada ano, a temperatura se eleva com a gritaria da Coreia do Norte contra as manobras militares feitas conjuntamente pelos EUA e pela Coreia do Sul

Por | Edição do dia 11/04/2013 - Matéria atualizada em 11/04/2013 às 00h00

As infindáveis provocações entre as Coreias, inegavelmente, estão com o tom em crescimento além do usual. A cada ano, a temperatura se eleva com a gritaria da Coreia do Norte contra as manobras militares feitas conjuntamente pelos EUA e pela Coreia do Sul. Em 2012, porém, tanto a tensão está se estendendo demais como, pelo fato do líder norte-coreano ser novo no pedaço, é justo que haja uma preocupação adicional com os riscos do verbo se transformar em ação. Daí, pela primeira vez, os Estados Unidos terem cancelado um teste com mísseis de longo alcance – apesar de ter mantido suas manobras junto com militares sul-coreanos. A única alteração nesta toada é o mês onde explodem as ameaças. Neste ano, a pendenga foi em fevereiro, agosto foi o tempo da contenda em 2011 e em 2009, enquanto em 2010 a coisa esquentou novembro. Varia dependendo da época na qual os EUA deslocam seus efetivos armados para as vizinhanças da Coreia do Norte. Ano após ano, repete-se a mesma sequência de fatos: primeiro, os Estados Unidos e a Coreia do Sul mexem suas tropas em provocação à Coreia do Norte, que reage vociferando; a partir desse ponto, os acontecimentos são cobertos pela mídia ocidental como se os norte-coreanos tivessem tomado a iniciativa. Enquanto americanos e sul-coreanos (como quem não quer nada) vão movimentando seus armamentos pesados no nariz dos norte-coreanos, estes reagem com irados insultos. Uma vez caídos na provocação, os líderes norte-coreanos são bombardeados pela mídia ocidental como únicos responsáveis pelo perigo da guerra. Quando cessa a movimentação armada ao sul, os do norte aliviam o falatório e as coisas voltam ao patamar de antes. Mas, como vaticina a filosofia popular que “um dia a casa cai”, o melhor seria evitar todo esse tensionamento (a começar pela única superpotência global e referência universal para a democracia, os Estados Unidos), abstendo-se desses treinamentos provocativos. Ou o mundo deveria esperar esse gesto de racionalidade vindo da Coreia do Norte?

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