Opinião
HUMOR PRESIDENCIAL
Sorria, presidenta! A senhora está sendo filmada. A propósito, leio na bem elaborada coluna do ilustre jornalista Claudio Humberto, na Gazeta de 3 do mês de fevereiro de 2013, matéria com o título: ?Nem seguranças aguentam o humor de Dilma?. Faz referência aos eminentes oficiais do Exército, o cel. José Solon Neto, que pretendia afastar-se do cargo e a capitã de Fragata E.H., constrangida e cansada dos esculachos da governante maior deste país, retirou-se da missão e quase deixava a Marinha. Aliás, essa postura que não condiz com o ritual e a importância do cargo tem sido motivo de sucessivas críticas da imprensa, porque ministros sequer são poupados. Soa como piada de mau gosto, a submissão de um homem que fora elevado ao cargo dessa monta e suporta calado, humilhado, os gritos da presidenta. Subtende-se que um cidadão nomeado ministro seja uma pessoa capacitada, correta e capaz de, em momentos difíceis e diante das broncas públicas que a presidenta sempre expõe, saberia responder-lhe à altura, ou no mesmo tom ou educadamente, o que lhe daria um ?tapa com mão de luva?, ensinando-lhe maneira ética de reclamar e como se portar na condição de chefe de Estado. É possível que o mau humor que não consegue esconder seja fruto da preocupante posição da economia brasileira, criticada em jornal britânico e aqui também comentada; dos apagões (ela pede que o cidadão exiba um sorriso, porque isso não existe, mas acontece com frequência); porque a saúde está em frangalhos; a educação tenha apresentado um baixíssimo desempenho (embora o ex-ministro Haddad haja sido eleito prefeito de São Paulo); a Petrobras não esteja equilibrada (se bem, gaste fortunas com propagandas governamentais e inúmeros patrocínios); o PAC não se mostre tão otimista e atuante como a divulgação oficial demonstra. Enfim, se desnecessariamente cria ministério e empresas públicas, a exemplo da micro e média empresa (embora já exista estruturado um atuante Sebrae), Secretaria Nacional de Aviação Civil, (dispondo da Anac e Infraero), com gastos exagerados na administração pública, em prejuízo de ações efetivas em prol da nossa sofrida população; se escândalos estouram e não logrou êxito nas últimas eleições (Salvador; Recife; Fortaleza; Belo horizonte etc.), tais derrotas, contudo, não foram culpa dos seguranças, dos contribuintes que suportam pesadíssimos impostos (o Brasil é o país campeão na cobrança de tributos). Se ministros não são competentes ou revelam desvio de condutas, cabe à suprema mandatária simplesmente exonerá-los, sem ser preciso essa agressividade oriunda de quem, logicamente, se esperava uma mensagem humana de bom-senso e esperança, educadamente, sem vacilação e sem arroubos infantis.