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Opinião

O QUE CAUSA ADMIRA��O, O QUE ATRAI...

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No domingo passado, a primeira leitura da missa dizia, falando dos primeiros cristãos: ?Nenhum dos outros ousava juntar-se a eles, mas o povo estimava-os muito? (At 5,13). Por que essa ?distância? dos demais? Porque eram especiais. Não eram melhores que ninguém, mas eram tão diferentes ? na piedade, no entusiasmo pela vida em Cristo, na comunhão entre eles, no amor fraterno ? que imprimiam algo de respeito, algo de mistério ? que impunham uma natural admiração e um natural respeito... Eles eram diferentes ? nem melhores nem piores, simplesmente diferentes... E, por isso, eram sal e luz! Esse sempre será o sonho de Cristo para nós, para nossas comunidades, para a inteira Igreja... Depois, diziam ainda os atos: ?Crescia sempre mais o número dos que aderiam ao Senhor pela fé; era uma multidão de homens e mulheres? (At 5,14). Por um lado, os cristãos impunham respeito; por outro, atraíam multidões... Atraíam porque eram diferentes: tudo neles era permeado de Cristo, iluminado por Cristo, saturado de santa alegria, de santa esperança, de bendita certeza provocadas pela morte e ressurreição do Senhor. Os primeiros cristãos nunca pensaram em agradar ao mundo... Ao invés, irradiavam na face, na vida a novidade da vida no espírito do ressuscitado... Como se espantariam em ver tantos dos nossos que pensam em evangelizar mundanizando-se, escondendo a cruz, apagando do vocabulário da vida a palavra conversão... Que engano pensar que temos que facilitar as coisas para atrair as multidões: facilitar a liturgia, fazendo dela um show de futilidades e criatividades; facilitar a moral cristã, escondendo e adocicando as exigências do Evangelho; facilitar a fé católica, ocultando seus pontos mais difíceis para a mentalidade atual. Não são as facilidades que atraem; o que atrai é o amor! Quando as pessoas amam, são atraídas e sentem prazer e alegria em renunciar e fazer sacrifícios por Aquele ao qual amam. O futuro da Igreja não está em facilitar as coisas, mas em encantar, apresentando Jesus com toda Sua inteireza de doçura, beleza, simplicidade, radicalidade, verdade, exigências e retidão. Talvez não venham multidões. Não há nenhum problema! O que importa é que, os que vierem, sejam tão apaixonados, estejam tão prontos a dar a vida, a perder tudo por Aquele que nos encanta, que causem espanto e admiração nos que estão fora! Somente assim o cristianismo será crível. Fora disso, existem somente truques ilusórios, que não encherão nem as igrejas nem os corações. Nossos irmãos dos inícios sabiam bem que é Cristo o único atrativo da Igreja. Aliás, para que encher uma igreja e animar uma paróquia, se não for para anunciar Jesus, para fazê-Lo amado e conhecido, seguindo e vivido? Para os primeiros discípulos como para nós, não pode haver outra vida, outro atrativo, outra verdade, outra esperança, outra certeza, outra alegria, outra opção, outra recompensa, outra vida além de Jesus nosso Senhor! Tudo o mais seria pueril e ridícula distração...

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