loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Riscos e tens�es que v�m da Venezuela

Ouvir
Compartilhar

Surpreendeu situação e oposição a pequena diferença entre chavistas e antichavistas na eleição presidencial, anteontem, da Venezuela. Ao fim e ao cabo, o resultado fortalece, simultaneamente, a democracia e, contraditoriamente, amplia o risco de iniciativas antidemocráticas, em função do óbvio aumento da radicalidade na luta entre as duas facções opostas. Analistas venezuelanos e internacionais, assim como os comandos de campanha dos dois candidatos principais, erraram ao considerar que a comoção post mortem de Hugo Chávez catapultaria o candidato ungido pelo falecido líder. As urnas confirmaram a expectativa quanto ao nome do vencedor, Nicolás Maduro, mas impactaram pela magra diferença. Em seis meses, mais de meio milhão de eleitores mudaram de lado, pois os chavistas perderam algo como 700 mil votos enquanto os antichavistas ganharam 680 mil. Os resultados matemáticos são claros, posto na eleição anterior, em outubro de 2012, Hugo Chávez ter obtido 8.191.132 votos contra 6.591.304 dados ao mesmo Capriles. É importante lembrar que na votação passada, Chavez já estava minado pelo câncer e a comoção por sua saúde não redundou numa vitória avassaladora. Tudo indica que a emoção contaminou apenas os militantes dos dois grupos e os analistas de plantão, pois a variação nas duas chapas antípodas foi menor que 10%. No fundo, ainda não mudou a correlação de forças na Venezuela, apesar do chavismo sem Chávez não ter logrado êxito em se consolidar a partir da morte de seu líder fundador. Mas sem a consagração esperada nas urnas, os chavistas terão muito mais trabalho para seguirem adiante no comando do país, pois a oposição interna e os inimigos externos não deixarão de aproveitar esse momento de fragilidade dos chamados ?bolivarianos?. O velho espírito golpista latino-americano, em 11 de abril de 2002, manifestou-se na forma dos velhos golpes militares com a deposição e prisão do presidente eleito (Hugo Chávez) por 47 horas, tempo este durante o qual foram fechadas a Assembleia Nacional e o Supremo Tribunal e anulada a Constituição venezuelana. Mais que antes, a sombra da instabilidade paira sobre a Venezuela, o que não é nada bom para o resto do continente.

Relacionadas