Opinião
PAUS E PEDRAS
A morte de Kim Jong-il em 2012 fez a imprensa norte-coreana mostrar ao mundo o choro coletivo de seus cidadãos pela perda de seu grande líder. Tal sentimento chamou a atenção da comunidade internacional, perguntando se o que se via eram sentimentos sinceros ou simplesmente choro outorgado por decreto. Mas o que vem à baila não é esse episódio e sim as atitudes estúpidas de Kim Jong-un, sucessor de Kim Jong-il, que por inexperiência e imaturidade, e sendo usado por seu tio, que ambicia o poder, induz o jovem Kim Jong-un a fim de que este com um tiro de oportunidade venha a ocasionar uma guerra e caia no descrédito, para então assumir o comando da Coreia do Norte. Pode ser que tudo se passe por simples ambição política, ou não. No segundo grau, aprendi que toda guerra tem como causa a economia; mas se assim o for, pensando pelo lado lógico, a Coreia do Norte, apesar da ?parceria biológica? com a China e econômica com a Rússia, não beneficiaria aquela na eclosão de um conflito, até porque a China já deu o seu recado, de que não vai admitir que nenhum país ponha em risco a Ásia, e apesar da sua íntima relação com a Coreia do Norte, uma guerra abalaria toda a economia mundial, e isso não é nada bom para a segunda economia do mundo, a China. Por isso, ela pede calma e controle para a Coreia do Norte, mas mantem seu compromisso com apoio militar. Alguns especialistas afirmam que a China tem a perder apoiando essa guerra, mas como já disse em meu artigo anterior: ?Nada há de novo debaixo do sol?. Atualmente, tem-se a ?praça nuclear?: Irã, Índia e Paquistão e o Japão visando o horizonte para fabricação de bomba atômica para defesa e não para ataque; todos seguindo a lógica irracional do equilíbrio pelo terror, ?não me destrua, para não ser destruído?. E diante desse cenário, no passado, o cientista Albert Einstein respondeu que não sabia quais seriam as armas usadas numa Terceira Guerra Mundial, mas garantia que na ?Quarta Guerra Mundial? as armas seriam paus e pedras.