Opinião
PELA CELEBRA��O DA VIDA NO PLANETA
Esta semana está sendo marcada por diversas atividades em comemoração ao Dia do Planeta, que se comemorou no dia 22 de abril. No nosso país, essas comemorações são ainda mais significativas, uma vez que coincidem com a data da chegada dos portugueses ao Brasil. O Dia do Planeta Terra foi criado com o objetivo de promover discussões sobre a importância de se estabelecer uma consciência mundial sobre os problemas que ameaçam a vida no planeta. Diante disso, a data tem sido uma oportunidade importante para que o poder público, empresários e a sociedade civil desenvolvam ações que visam conscientizar e alcançar os objetivos da Carta da Terra ? documento discutido desde os anos 1970, mas que teve sua versão definitiva no ano 2000. Nela, está apresentada, numa linguagem que sensibiliza a qualquer habitante da nave Terra, a atual situação da humanidade em relação ao mundo em que vive e em relação ao próprio futuro, mostrando a necessidade de reconhecer a diversidade de culturas e formas de vidas que necessariamente partilham de um futuro comum. Diante disso, é necessário somar forças para proporcionar uma sociedade baseada no respeito à natureza, aos direitos humanos e, principalmente, à cultura da paz. Como motivar e construir uma conscientização de zelar pelo planeta que tudo nos oferece? ? Educação Ambiental será a resposta. Mas vivemos num mundo em que predominam preconceitos, intolerâncias, fanatismo, violência, fome, guerras, terrorismo, poluição e milhares de formas diferentes de agressão à natureza. Catástrofes naturais, terremotos, secas intermináveis, inundações, tsunamis, degelos, nada sensibiliza os viventes. O dano causado ao meio ambiente tem sido numa escala tão maciça que pode exigir existências para ser revertido. Será necessário um salto para o mais ser dos humanos. É necessário lutar para que as novas gerações estejam conscientes da necessidade de salvar o planeta. A Carta da Terra decreta que a proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado, e que a humanidade precisa encontrar os meios para alcançá-lo. Numa visão que confirma os preceitos defendidos pela Carta da Terra, o filósofo alemão Hans Jonas ? citado na Enciclopédia Filosófica, de Roland Corbisier ? e que dedicou sua vida às reflexões sobre problemas éticos e sociais criados pela tecnologia, incentiva a humanidade a desenvolver uma ética que abarque o meio natural, já que a ética tradicional só contempla as relações entre os homens. Defende que a humanidade deve atuar de forma que os efeitos de suas ações sejam compatíveis com a permanência de uma vida humana genuína.