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Opinião

Campanha em m�o �nica

Em sua edição de quinta, um dos maiores jornais de São Paulo traz na primeira página o indiscutível engajamento das elites paulistanas na campanha eleitoral. Em três quartos da capa as chamadas são pancadaria pura no governo federal, exercitando um direit

Por | Edição do dia 26/04/2013 - Matéria atualizada em 26/04/2013 às 00h00

Em sua edição de quinta, um dos maiores jornais de São Paulo traz na primeira página o indiscutível engajamento das elites paulistanas na campanha eleitoral. Em três quartos da capa as chamadas são pancadaria pura no governo federal, exercitando um direito editorial que o tucanato exige que não seja, sob nenhuma hipótese, praticado contra as bicudas aves, cujos “critérios” social-democráticos determinam que a liberdade de expressão é legítima apenas quando praticada em seu próprio benefício. Na verdade, o jornal apenas segue o traçado ditado ainda em outubro do ano passado, quando, lançada por FHC, a candidatura Aécio passou a prioridade desses poderosos grupamentos. Ali começava a campanha de 2014 e, dali em diante, a banda tem tocado nesse tom. E estridente. A campanha antecipada é vetada à presidente e a quem lhe queira apoiar e o editorial da citada edição, sem ruborizar, desanca Dilma por ter negado que já esteja na lide. Como sempre, o conceito é de uma via de mão única. Chama a atenção também a manchete principal, onde alardeia-se que o candidato Aécio “lança a proposta de cinco anos de mandato sem reeleição”. Incrível! Quem quer que leia jornais, revistas ou internet, na última década, lembrar-se-á que esta não é ideia original, pois não só há muito vem sendo discutida como também já foi praticada no Brasil, sendo esse o período exercido por Kubitschek e restituído à presidência durante a gestão Sarney. Qual o motivo de uma proposta tão batida, rediscutida (inclusive no Senado, há menos de dois anos), ser manchete principal da primeira página e turbinada com generoso espaço interno, no qual foi editada um enorme foto (um pôster) do candidato tucano? Campanha à parte, a notícia tem um importante conteúdo oculto, sobre o qual o candidato não falou nem muito menos lhe foi perguntado: para aprovar essa nova mexida, desaprovando a reeleição e retornando os cinco anos de mandato, os tucanos usarão o mesmo método que FHC usou para aprovar a emenda da reeleição?

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