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FELICIANO E O CRIME DE OPINI�O

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» JOSÉ LUCIANO DUARTE ? padre. A novela do pastor Marco Feliciano à frente da Comissão de Direitos humanos segue em frente, fazendo emergir um debate urgente e necessário sobre a questão da livre opinião no Brasil. Como pastor e líder de um segmento cristão, Feliciano compartilha de valores semelhantes aos demais cristãos. E isto não se trata de simples opinião. A visão cristã sobre o que é família ? união entre um homem e uma mulher ?, sobre o início e o fim da vida não se trata de simples opinião. São valores bem fundamentados na teologia, na filosofia e no direito natural. O Brasil é um país majoritariamente cristão. Católicos e evangélicos têm o direito inalienável de apresentar sua visão de mundo e da pessoa humana, assim como o faz o pastor Feliciano. Ora, os brasileiros cristãos pagam impostos, elegem seus representantes. Portanto, tem o direito a voz. Por outro lado, o referido pastor tem opiniões, e não custa frisar, opiniões discutíveis e até mesmo fundamentalistas sobre os negros, sobre os homossexuais, entre outros temas. Todas essas opiniões ? ou quase todas ? foram manifestadas no contexto de suas pregações como ministro de sua religião. Essas opiniões foram o suficiente para desencadear uma insensata campanha contra Feliciano e sua presença na Comissão de Direitos humanos. Campanha capitaneada principalmente pelo movimento homossexual e abraçada pela mídia e pelo meio artístico, revelando a atitude insana de quem deveria ajudar a pensar honestamente nesse país. Aqui é preciso esclarecer o que já é claro. Opinar não é o mesmo que agir segundo a opinião. Uma pessoa pode dizer ? e tem o direito de dizer ? que não concorda com as práticas homossexuais. Outra coisa é sair por aí assassinando os homossexuais. Opinar sobre determinados temas não é homofobia, não é racismo. Estão tentando, portanto, condenar o pastor Marco por suas opiniões, e não por sua atuação como presidente de uma comissão. É uma tentativa radical de calar quem pensa diferente das chamadas minorias. Minorias que tanto criticam a opressão, mas que são tão ou mais opressores que os seus oponentes. A questão Feliciano revela algo muito mais sério. Sendo assim, ele precisa ficar na presidência da comissão de Direitos Humanos. Caso contrário, estará decretada no Brasil a condenação sumária pelo crime de opinião.

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