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Opinião

O SIMBOLISMO DA INTEGRA��O

Se eu acreditasse em astrologia, no destino humano condicionado pelo comportamento dos astros, teria que associar uma série de fatos a mim ocorridos sempre no mês de abril. Ora agradáveis e benéficos, ora irritantes e perturbadores. Coincidências, creio e

Por | Edição do dia 01/05/2013 - Matéria atualizada em 01/05/2013 às 00h00

Se eu acreditasse em astrologia, no destino humano condicionado pelo comportamento dos astros, teria que associar uma série de fatos a mim ocorridos sempre no mês de abril. Ora agradáveis e benéficos, ora irritantes e perturbadores. Coincidências, creio eu. Meros acasos que se reúnem. Aprofundo o assunto, como mera especulação e descubro que a palavra coincidência é originária do latim, e significa acontecer, sobrevir. Mas não vou falar de mim, nem de minhas estranhas coincidências. Vou me referir a dois acontecimentos científicos e culturais ocorridos em abril. Um em abril do ano que passou, o outro atual, na semana passada. Em abril de 2012, promovido pelo Cesmac, ao qual se incorporou à Sobrames, foi realizado em Maceió o Congresso Internacional de Evolução da Medicina – da medicina milenar às nanotecnologias, que proporcionou – através da palavra e demonstrações de pesquisadores internacionais e nacionais, docentes, estudantes e pessoas comunitárias – uma reflexão sobre a trajetória da arte de curar e perspectivas futuras da medicina. Aprendi que dentro em breve a medicina irá muito além do que se imagina; está caminhado para a engenharia de estruturas moleculares e químicas, nanotecnologias, modificando o quadro das doenças atuais. Muitas serão varridas do mapa. A longevidade será decorrência. Em outro abril, no abril da semana que passou, participei do I Alagoas Caiite, Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia. Destinou-se a compartilhar com a sociedade alagoana resultados da produção científica e cultural de várias entidades acadêmicas reunidas com o mesmo objetivo. O slogan foi sugestivo: “Compartilhar saberes, multiplicar conhecimentos”. A ciência é uma parte importante de como conhecer o mundo que nos cerca. O conhecimento adquirido através da pesquisa e de sua aplicação tecnológica conduz a uma nova forma de viver, inteiramente desconhecida até meados do século 20. Como fazer para que essa ciência e inovação contribuam para uma melhor qualidade de vida, principalmente das camadas da população menos favorecidas, é dilema que desafia todas as instâncias do poder político e da sociedade civil organizada. Neste congresso, a Ufal tomou a dianteira: com a participação do Cesmac, Ifal, Uneal, Fits, Secti e Fapeal, sua principal patrocinadora, conseguiu-se resultados que vão muito além das fronteiras do Centro de Convenções, onde foi realizado o evento. Foram rompidas barreiras e vencidas descrenças. Muitas dessas pesquisas e estudos apresentados devem ser aproveitados como contribuição ao desenvolvimento cientifico, tecnológico e de inovação do Estado. Relacionamentos com órgãos federais foram estreitados, como a Capes, CNPq, Conselho Federal de Educação, como fez a Fapeal. Costumo sempre dizer que quando duas pessoas se encontram e trocam um pão, diminuem a fome; quando trocam ideias cada um leva novas ideias. O simbolismo das parcerias resultará na multiplicação de resultados. Que venham novos Caiites, com a inclusão de outras entidades científicas e educacionais que desejam participar. Parabéns!

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