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Opinião

ENTRE A VIDA E A MORTE

Em belo domingo de verão, 17/02, Cícero e eu almoçávamos com nossos filhos e netos. Tudo era alegria. No dia seguinte, às 9:00h, ele me chama em tom de aflição. Sentia fortes náuseas, dor precordial e sudorese. Liguei para Sérgio e Ricardo, que chegaram

Por | Edição do dia 05/05/2013 - Matéria atualizada em 05/05/2013 às 00h00

Em belo domingo de verão, 17/02, Cícero e eu almoçávamos com nossos filhos e netos. Tudo era alegria. No dia seguinte, às 9:00h, ele me chama em tom de aflição. Sentia fortes náuseas, dor precordial e sudorese. Liguei para Sérgio e Ricardo, que chegaram de imediato e, carinhosamente, o carregaram. Em poucos minutos, nos dirigíamos à Emergência 24h da Santa Casa. Ricardo ao volante, enquanto Sérgio e eu contatávamos competentes médicos. Cícero, atento a tudo, minimizava os sintomas. Já na calçada do hospital, ele passou para a maca e dirigiu-se à UTI Coronariana. Enquanto recebia os primeiros socorros, apertou minha mão e desabafou: Filha, estou complicando! Foi fechando os olhos e tendo parada cardíaca. A equipe tentava reanimá-lo. Só parava as massagens para usar o desfibrilador (choque elétrico no tórax). Foram mais de dez choques, seguidos por revezamento dos seis incansáveis médicos que não paravam de massageá-lo, inclusive nosso filho Sérgio. Os minutos e as horas pareciam infinitos... Afastei-me do leito, pois já não podia ajudar. O meu choro comprometeria o processo. A vida e a morte se debatiam! A agilidade das mãos mágicas tentava segurar a vida! E, após três exaustivas e intermináveis horas, os procedimentos obtiveram êxito. O amor da minha vida renascia! O sol voltava a brilhar! A esperança suplantava a derrota. Vencíamos o primeiro combate! Mas, a luta não havia terminado! As incertezas cardíacas e neurológicas angustiavam-me! A dedicação de todos da UTI Coronariana sensibilizava-me! Ricardo e Sérgio superaram todas as possibilidades de assistência. Após 44 dias de batalha, já estabilizado, seguimos em avião UTI para o H-Cor em S. Paulo, referência nacional no setor. Lá, elogiaram os procedimentos da Santa Casa. Foram mais 26 dias, culminando com uma cirurgia. Cícero evoluía a cada dia! Respondia a tudo e a todos. O amor da família, o empenho dos médicos e o desejo de viver impulsionaram a vitória! Em nome dos sábios dr. Carlos Macias e dr. Mário Martiniano, homenageio a todos que fazem a UTI Coronariana e Cardíaca da Santa Casa. Através do diretor da UTI H-Cor, o carismático dr. Enilton Egito e a toda competente equipe, minha gratidão. E os familiares e amigos? Encantadores: visitas, mensagens e, sobretudo, muita fé, orações, celebração de missas, numa corrente de força e solidariedade. Enfim, o meu amor está bem e feliz em nossa casa, após ter se debatido entre a Vida e a Morte. Um brinde à Medicina e à Vida!

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