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Opinião

SUSTENTABILIDADE

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Durante debate promovido pelo Instituto Clima e Sociedade e pela Embaixada da Alemanha no Brasil, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou que o conceito da sustentabilidade da instituição, envolvendo o social, o ambiental e o econômico, tem ficado mais claro nos anos recentes.

Montezano disse que os bancos de desenvolvimento estão alterando a maneira de atuar em todo o mundo. Antes, enxergava-se o banco de desenvolvimento como um cofre de dinheiro. Agora é preciso focar também nos impactos não financeiros sob a ótica social e ambiental. Ele disse estar convencido que o Brasil tem todos os requisitos para liderar essa agenda da tecnologia verde do próximo ciclo econômico. A visão do presidente do BNDES sem dúvidas está de acordo com o que tem sido buscado no resto do mundo: aliar o desenvolvimento econômico com o respeito ao meio ambiente. Em 1973, foi elaborado o conceito de ecodesenvolvimento, que valoriza as possibilidades de um desenvolvimento capaz de criar um bem-estar social, a partir das particularidades e anseios das populações locais. Propõe também a necessidade de um modelo de desenvolvimento apoiado na preservação dos recursos naturais. O conceito de desenvolvimento sustentável, apoiado numa visão ética indiscutível, comprometida em preservar a natureza para as gerações futuras, tornou-se consensual em quase todo o mundo. Desde 1992, quando sediou a primeira conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, o Brasil se apresentava como liderança na defesa de metas globais ambiciosas de redução de emissões de gases poluentes. De 2019 para cá, entretanto, o País passou a ser visto como nação que ameaça os esforços globais de preservação do ecossistema. É preciso que o Brasil mude o foco de sua política ambiental para recuperar o prestígio perdido. Além da imagem arranhada e dos danos à natureza, há os prejuízos econômicos, que se agravarão se o governo continuar insistindo no atual modelo.

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