Opinião
HIST�RICA DECLARA��O
A missa celebrada pelo centenário de nascimento de um consagrado educador do Estado de Alagoas representou o momento culminante das merecidas homenagens que lhe foram tributadas por personalidades oficiais, professores e alunos de várias gerações. O ato religioso, de brilho mágico, reuniu cânticos, orações, recordações e objetos de lembranças, expostos com muita propriedade durante o desenrolar da liturgia sacramental. Dando força e expressão à solenidade religiosa, realizada no cenário do antigo colégio, onde tudo começou e depois se irradiou para formar um marco universitário, uma referência cultural, para a nossa gente e a nossa terra. O grande valor da história dos homens está exatamente na reconstituição dos passos que edificaram as obras redentoras e asseguraram novos horizontes para seus contemporâneos e gerações futuras. O reconhecimento da dimensão dos esforços erguidos, o idealismo que nortearam as ações vitoriosas, sobrepujando obstáculos e incompreensões, somente o decorrer do tempo elege e faz justiça. Os sonhos antecedem as gratas realizações. A humanidade não pode prescindir dos visionários, dos gestos ousados e dos olhares revolucionários, descobridores dos novos caminhos. A capacidade de criar, inovar e emprestar esperança aos legendários projetos, somente pertencem aos espíritos privilegiados e predestinados por Deus. Dentro desta inspiração e no contexto destes valores ? a comunidade acadêmica maceioense se mobilizou para homenagear um grande benfeitor e ressaltar o exemplo de uma vida, dedicada à Educação e ao sacerdócio de servir ao próximo. A missa celebrada, além de um amplo reconhecimento traduziu uma forma de agradecimento pelo muito realizado em benefício da juventude trabalhadora e estudiosa de nossa terra. Mas, um registro especial, uma ocorrência inusitada, marcou a referida noite para algumas pessoas ali presentes. Uma professora, do Ensino Superior, de presença distinta e respeitável, aliada ao seu charme feminino e encanto pessoal, compareceu para participar do ato da comunhão. Com um ar contrito, levando um véu que ornamentava seu rosto angelical, ao se dirigir para receber a hóstia consagrada ? um cidadão humilde, perto do altar mor, pronunciou, em voz baixa, uma incontida sentença: ?meu Deus, não a torne santa?. As pessoas próximas que ouviram a espontaneidade daquelas palavras pareciam entender que o mundo deseja as pessoas livres dos pecados, sem perderem, no entanto, sua condição humana diante dos apelos da vida.