Opinião
Estar� a fera sob controle?
Antes tarde que nunca. Enfim, a inflação emite sinais de que está a reduzir seu apetite, e os dados, apesar da alta registrada em abril, indicam que a fera volta a se acomodar dentro das metas estipuladas anteriormente pelo governo. No fim do ano passado, vários analistas avaliavam que o primeiro trimestre seria muito sofrido para a economia brasileira, mas que a partir daí a tendência seria a retomada do processo de crescimento econômico. Tudo parece indicar que essa previsão estaria a ser confirmada pela vida. Que assim seja, para bem de todos e felicidade geral da Nação ? apesar da minoria ?do contra? continuar a fazer figa, cara amuada, na torcida do ?quanto pior melhor?. Em abril, a inflação cravou alta de 0,55%, mas este percentual tem o condão de devolvê-la a nível abaixo do patamar estipulado pelo governo. Destaque-se que este posicionamento inferior ao teto definido pela equipe econômica é assinalado pela primeira vez em um ano. Pelo definido pelo governo, a meta de inflação em 2013 é de 4,5%, ?com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou menos?. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) cravou 6,49% no período de um ano (até abril), inferior aos 6,59% de março, e se enquadrando nos ?dois pontos a mais ou a menos? com relação aos 4,5% pretendidos. Apesar do badalado impacto do tomate, o vilão da inflação registrada em abril foi o crescimento nos preços dos remédios cuja subida ficou em 2,99% no mês. Em segundo lugar ficou o aumento do dispêndio com empregados domésticos, que, ao longo de um ano, subiu 11,32%. E, por incrível que possa parecer para quem frequenta as gôndolas dos supermercados, os alimentos sofreram, segundo a pesquisa, desaceleração em seus preços, mesmo com a indiscutível ascensão do tomate e da batata-inglesa, esta com 123% de aumento de preço em um ano e aquele com nada mais nada menos que 150% de acréscimo de preço em 12 meses. Em resumo, a coisa não está boa. As dificuldades persistem e a temível inflação ainda mostra os dentes. Mas crescer um pouco menos é alvissareiro, pois é sinal de que as engrenagens voltam a funcionar melhor. Oxalá esta tendência se confirme.