Opinião
HOMENAGEM �S M�ES
Neste segundo domingo de maio, o calendário assinala o Dia das mães?. Homenageá-las apenas um dia, seria injusto. Elas merecem nossa admiração, nosso afeto, todos os dias. Elas são a razão maior da nossa existência. As mães que, apesar do trabalho exaustivo do dia a dia, sempre estão felizes com os filhos queridos carregando no colo, no braço, ao seu lado, estando sempre velando pelo seu bem-estar, as que choram, angustiadas e inconsoláveis, a sua morte, ou os veem perder-se nos inúmeros perigos desta sociedade moderna, cheia de violência e drogas, as mães ainda meninas e as menos jovens, que contra tudo e contra todos, ultrapassam dificuldades de toda a ordem, têm a coragem de assumir uma gravidez, muitas vezes indesejada, por saberem que a vida é uma dádiva, um bem maior, principalmente quando se trata de um filho seu, que traz dentro de si, o advento da vida, um ser inocente e indefeso que foi enviado pela natureza, as mães de crianças especiais, que com bravura, galhardia, enfrentam o cotidiano com um amor à toda prova, transformando o sofrimento em alegria, espinhos em rosas, verdadeiras heroínas, aceitando os desafios deste mundo cão, crescem ainda mais como seres humanos, se tornam melhores, num verdadeiro aprendizado, porque administram com sabedoria os desígnios de Deus, veem os filhos como bênçãos do céu e não como carma, mas, como anjos em suas vidas. Cuidar de filhos com problemas físicos ou mentais não é tarefa fácil. Requer não só amor, abnegação, disposição, tempo, coragem de buscar a felicidade, mesmo diante das adversidades, que todo ser humano está sujeito a experimentar, num verdadeiro aprendizado. As mães, que souberam sacrificar uma carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e as que, muitas vezes, principalmente por amor aos herdeiros, souberam agir com austeridade, dizendo um ?não? oportuno a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes. As mães envelhecidas antes do tempo, à mercê do sofrimento, maltratadas fisicamente, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes, por não terem um filho que se lembre delas, de dizer-lhe: ?Mamãe, eu te amo?. As mães solitárias, renegadas, não desejadas, não amadas, não reconhecidas e hoje se sentem abandonadas, quer estejam, na cidade ou no campo, no casebre, ou na mansão, talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhe fale sobre um bom filho. Também as mães, que embora não tenham com os filhos laços consanguíneos, não tendo gerado no ventre aquele pequenino ser, são grandiosas, porque, são mães por opção, se tornaram genitoras pelos laços do coração, pelo espírito, pela generosidade, pela dedicação, são extraordinárias, pela forma como enxergam o mundo, mudando o destino de tantas crianças, que por mil razões não tiveram outra mãe. Que beleza! E, finalmente, as mães queridas e inesquecíveis, que já partiram deste mundo para habitarem na Casa do Pai, e dormem um sono tranquilo, reservado às pessoas boas, justas e imaculadas. A todas as mães, santas e sábias mulheres, sem exceção, a nossa homenagem, o nosso carinho, os nossos aplausos! Mãe, você é a mulher a quem devemos a vida. Por isso, merece nossa gratidão eterna e nosso amor infinito, até porque ninguém sabe amar como o coração de mãe!