Opinião
Crescimento fabril e esperan�as em pauta
Para os defensores do ?quanto pior, melhor?, trata-se de mais uma notícia a descer atravessada: apesar das dificuldades conhecidas na Economia, a produção industrial brasileira assinalou alta em oito das 14 áreas estudadas pelo IBGE. Registre-se: numa conta donde já foram descontadas as chamadas ?influências sazonais?. Lógico não ser esse o éden, mas está longe de ser o purgatório sonhado pela torcida organizada ?do contra?, sempre a sonhar (e trabalhar) por um desempenho econômico desastroso que, na visão dessas aves de largo bico, lhe facilitaria o caminho para rapinarem o Planalto. Destarte as durezas da realidade brasileira e mundial, o crescimento da produção econômica segue sendo um critério universal para a avaliação das perspectivas macroeconômicas de quaisquer países. Como se sabe, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística realiza pesquisas periódicas tendo como base 14 regiões. Na semana passada, foram encerrados os estudos sobre os dados colhidos em março deste ano, revelando crescimento industrial em oito dessas áreas. A pole position ficou com o Paraná, onde a produção fabril subiu 5,4% (em fevereiro, havia tropeçado feio para 1,3%). O Estado de Minas Gerais, com 4,4%, assegurou o segundo lugar, seguido por Pernambuco (2,6%), Rio de Janeiro (2,5%) e Amazonas (2,5%). O IBGE informa que ?todos estes locais haviam registrado resultados negativos em fevereiro?. Completam a lista de locais em crescimento Bahia (0,8%), São Paulo (0,6%) e a Região Nordeste (0,5%). Registrado o positivo do resultado nessas oito regiões, é hora de se criticar o parco desempenho das quatro áreas restantes. Posto, o resultado geral finda por apontar um crescimento pífio, muito abaixo das necessidades brasileiras: 7% de crescimento na atividade industrial. Não deixa de ser positivo, e bem pior poderia ser, mas é hora de se mobilizar a torcida do ?quanto melhor, melhor? e a saudável insatisfação precisa contaminar as forças produtivas brasileiras no sentido de turbinar mais os resultados fabris. Afinal, a indústria segue sendo (assim como a produção rural agropecuária) a pedra angular sobre a qual se assenta o desenvolvimento.