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Nº 5691
Opinião

O ADULTO E A CRIAN�A NO M�S DAS M�ES

O mês de maio parece conter uma magia especial. Nele, comemora-se o mês de Maria, das mães, das noivas. De fato, é um mês que traz a força da criação e do potencial de desenvolvimento do ser, de forma completa. E quando falamos em completude, não podemos

Por | Edição do dia 15/05/2013 - Matéria atualizada em 15/05/2013 às 00h00

O mês de maio parece conter uma magia especial. Nele, comemora-se o mês de Maria, das mães, das noivas. De fato, é um mês que traz a força da criação e do potencial de desenvolvimento do ser, de forma completa. E quando falamos em completude, não podemos esquecer que a personalidade humana se compõe dos aspectos relativos ao lado adulto e ao nosso lado criança que permanecem juntos para sempre em nosso ser. Muito se tem falado da criança interior, necessária à manutenção do nosso potencial de alegria, de criatividade e de impulso pelo crescimento e, porque não dizer, de transformação. Mas também é verdade que a criança interior contém todas as nossas lembranças e emoções do passado, que muitas vezes não foram tratadas adequadamente, deixando acumular questões não resolvidas. Muitas terapias holísticas descrevem a criança interior como a totalidade da psique, ou seja, aquela parte que não mais acessamos quando adultos e que na maioria das vezes abandonamos para evitar o sentir, pois a mesma é pura sensibilidade. Contudo, ela se faz presente em nossas fantasias, sonhos, intuições, angústias e sofrimentos. Muitas alegrias no Dia das Mães. Ricos, remediados ou de poucos recursos, todos comemoraram, alegraram-se, deram evasão ao sentimento de gratidão. O amor de uma mãe é diariamente novo. Quando me isolo do grupo de festejos, luto contra a melancolia das lembranças. E aí vem à tona a infância e a adolescência na Fazenda Mata Verde, à beira do Rio São Francisco, próxima a Traipu. Hoje, penso nas mães de filhos extremosos, amorosos, ligados por um cordão umbilical que não se rompe. Penso nas mães cujos filhos enveredaram no caminho do crack, estão internados e antes das festas suas mães foram lá, num gesto de apoio e de solidariedade. Penso nas mães cujos filhos não vieram, vítimas de barreiras que não conseguem superar. Amam suas mães e reconhecem o seu valor, mas têm críticas e mágoas inconscientes ainda dominantes. Penso nos filhos que vêm de longe ver a mãe. Amam mas não demonstram. Um diálogo conhecido: mãe, cheguei! O presente sou eu; se não gostar, eu volto hoje; se gostar, eu volto amanhã. Embora haja amor e carinho subentendidos. E assim caminha a humanidade. Entretanto, entre tantas variantes, há de se reconhecer que mãe é a afetividade da vida. “Mãe, consolo na aflição, luz na desesperança, força na derrota; o ombro onde reclinamos nossa cabeça, a mão que nos abençoa, o olho que nos protege”. Mãe, sempre, todos os dias do ano.

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