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Opinião

A IGREJA DE PENTECOSTES E O PENTECOSTES NA IGREJA

No último domingo, a Igreja Cristã celebrou a Festa de Pentecostes. Festa muito representativa por muitos motivos, mas, principalmente, porque é o cumprimento da promessa de Jesus em João 14.26: “o Auxiliador, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu

Por | Edição do dia 23/05/2013 - Matéria atualizada em 23/05/2013 às 00h00

No último domingo, a Igreja Cristã celebrou a Festa de Pentecostes. Festa muito representativa por muitos motivos, mas, principalmente, porque é o cumprimento da promessa de Jesus em João 14.26: “o Auxiliador, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ensinará a vocês todas as coisas e fará com que lembrem de tudo o que eu disse a vocês”. Pentecostes marca o início da pregação da Igreja a todos os povos, de todas as línguas e culturas. Mas, o que a Igreja do primeiro Pentecostes e a Igreja atual tem em comum? É preciso dizer que em Pentecostes acontece algo novo e surpreendente: Deus escancara as portas do céu e derrama do seu Espírito sobre seu povo. Aqui, já não existe orgulho de querer conquistar o céu, como ocorreu na Torre de Babel (Gênesis 11.1-9), mas ele é dado, derramado aos que creem. Aqui, todos se entendem pela fé. Aqui, o Espírito Santo que aponta Cristo “caminho, verdade e vida” (João 14.6) e inicia sua obra na Igreja. A obra do Espírito é resumida por Lutero em seu Catecismo Menor, onde afirma: “Creio que por minha própria razão ou força não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem vir a ele. Mas o Espírito Santo me chamou pelo evangelho e... também chama, congrega, ilumina e santifica toda a cristandade na terra, e em Jesus Cristo a conserva na verdadeira e única fé”. Pois o Espírito fala a respeito de Cristo, nos aponta Cristo, nos leva a Cristo e nos salva em Cristo. Qualquer outro caminho nos leva à perdição, mas a fé que o Espírito opera em nós derruba qualquer pretensão nossa de fazer nosso próprio caminho para Deus. Vemos as grandes maravilhosas do Espírito Santo e como o cumprimento da promessa de Cristo nos trouxe riqueza. Pentecostes não é um fato do passado que encontramos na Bíblia e que já não tem efeito na Igreja hoje, pelo contrário, o Espírito segue agindo em nosso meio, em nós e através de nós. E tem de ser assim, caso contrário, é sinal que a Igreja já não é fiel ao seu Senhor e se afastou da sua Palavra. Não precisamos mais de um sinal extraordinário, como o do primeiro Pentecostes, basta-nos a certeza do cumprimento da promessa e disso não podemos duvidar. Que a Igreja – que somos nós – viva continuamente o Pentecostes, e que a exemplo da Igreja dos Apóstolos, não tenha medo de testemunhar e anunciar o seu Senhor, mesmo em meio às perseguições. Que a força do Espírito sustente a Igreja sempre fiel até o fim quando encontrará o seu Senhor em glória. Amém.

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