Opinião
Destaques brasileiros no cen�rio mundial
Num átimo, cruzou as páginas virtuais dos principais sites brasileiros ontem a notícia dando conta de que a revista Forbes apontou Dilma Rousseff como a segunda mulher mais poderosa do planeta. Essa é mais uma demonstração de força brasileira, algo muito positivo que deveria interessar a todos que se interessam pelo Brasil. Deveria, mas, na prática, as coisas não têm sido bem assim. Sobre os êxitos brasileiros alevanta-se não só a má vontade da maioria dos grandes grupos midiáticos, mas causam profundos incômodos a parcela significativa das forças políticas. O reconhecimento internacional à presidente do Brasil é tão ou mais marcante quanto a indicação do presidente do STF como uma 100 personalidades mais influentes no mundo. Rankings construídos por conceituadas publicações: Forbes e Time. O país deveria aplaudir a inclusão de seus líderes nessas disputadas escalações. Infelizmente, o passionalismo político e a excessiva partidarização nublam o bom-senso, a começar por turvar a vista de boa parte dos editores dos mais afamados veículos de mídia do Rio e São Paulo. Uma pena ? para a sofrida democracia brasileira. No caso da inclusão, inédita, de um membro do STF na lista da Time, pode-se comemorar a relevância conquistada pelo Poder Judiciário entre os brasileiros. Oxalá esse respaldo siga se aprofundando. A ótima colocação de Dilma, entretanto, não é novidade. Nas duas votações anteriores realizadas pela Forbes, ela já figurava na terceira colocação, abaixo apenas da chanceler da Alemanha e da secretária de Estado americana. Com a saída de cena de Hillary Clinton, Dilma Rousseff galgou mais um posto e ?colou? na chefe do governo alemão, Angela Merkel. Trata-se, portanto, de uma liderança consistente, sólida nos cenários nacional e internacional. De quebra, a lista da Forbes escala outra mulher brasileira entre as 20 mais poderosas do mundo: Graça Foster, presidente da Petrobras. Por sua vez, o chef Alex Atala faz companhia ao ministro Joaquim Barbosa na escalação da Time. Aplausos para esse quarteto! Sem partidarismos.