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Opinião

A INSUSPEITA OBRA DE DEUS

A polêmica e nem tão auspiciosa entrada de médicos (seriam médicos mesmo?) estrangeiros no país – antes de qualquer coisa – preenche nostálgica lacuna nos sensíveis corações das nossas esquerdas. Com efeito, a tentativa de cubanização do Brasil teve seus

Por | Edição do dia 25/05/2013 - Matéria atualizada em 25/05/2013 às 00h00

A polêmica e nem tão auspiciosa entrada de médicos (seriam médicos mesmo?) estrangeiros no país – antes de qualquer coisa – preenche nostálgica lacuna nos sensíveis corações das nossas esquerdas. Com efeito, a tentativa de cubanização do Brasil teve seus momentos de grande entusiasmo desde a epopeia dos guerrilheiros de Sierra Maestra, no final dos anos 50 da passada centúria. Antes disso, não esqueçamos, a velha esquerda sonhava com a moscovitação, duro pesadelo depois que Nikita Khrushchev escancarou as atrocidades praticadas por Lenin, Stalin, Beria, dentre outros. Como dizia, durante décadas, em versos e prosas, cantava-se a medicina cubana. Nem Virgílio, nem Ovídio, muito menos Camões seriam capazes de relatar os feitos homéricos de tão virtuoso sistema de saúde. Pouco a pouco, a máscara cairia. Houve um momento em que o plus era a dermatologia, mais especificamente, uma substância que estimularia a repigmentação cutânea, nos casos de vitiligo. Tudo indica que não passava de uma tremenda enganação. A propósito, a tragicomédia da excelência da medicina cubana teve seu fastígio com a “alta” do tiranete Hugo Chávez. Naquela ocasião, coincidentemente, o papa Bento XVI, alegando doença, despedia-se. O cego ufanismo dos companheiros, espelhados na “cura” de H. Chávez, tripudiavam o religioso, recomendando à SS tratamento em Cuba... “Para que chorar o que passou, lamentar perdidas ilusões? Se o ideal que sempre nos acalentou, renascerá em outros corações?”. Ainda sem conseguir chegar ao sonhado paraíso comunista, estamos a meio caminho. Sucessora do mais ético dos brasileiros, no comando do País há uma lady que, segundo o coronel Brilhante Ustra, era uma perigosa terrorista comunista de carteirinha. Nesse aspecto, a metamorfose de d. Dilma é a prova inconteste da presença de Deus obrando na criatura. A grande e irrefutável verdade é que hoje é palpável o sonho de consumo dos sindicalistas dos anos 80. Órfãos da Albânia, cheios das coisas em bares temáticos, inspirados no duro e terno Che Guevara, anteviam uma Cuba brasileira. Enfim, a ilha caribenha aportou. Os arremedos de médicos aí estão para aprimorar o SUS. Não duvidem, em breve vomitarão lições de cidadania nas universidades federais.

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