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Opinião

Apesar de t�mido, um crescimento se anuncia

Em seu mais recente estudo periódico sobre as perspectivas econômicas mundiais, a Organização das Nações Unidas operou mais uma revisão, para baixo, em suas contas e em seus prognósticos. Coisa pouca, mas reduz as expectativas de crescimento da economia m

Por | Edição do dia 25/05/2013 - Matéria atualizada em 25/05/2013 às 00h00

Em seu mais recente estudo periódico sobre as perspectivas econômicas mundiais, a Organização das Nações Unidas operou mais uma revisão, para baixo, em suas contas e em seus prognósticos. Coisa pouca, mas reduz as expectativas de crescimento da economia mundial para este ano. No relatório anterior, a ONU avaliava que o PIB mundial cresceria 2,4% em 2013; mas, no informe divulgado na semana passada, ajustou para menos essa esperança, cravando uma previsão de 2,3%. Avisam, porém, os economistas das Nações Unidas, que 2014 se desenha com números mais sorridentes, em função da esperada recuperação dos Estados Unidos, o que levanta a expectativa para o próximo ano a um crescimento global de 3,1%. Menos mal para todos. Apesar do alívio com a possibilidade de reaquecimento da economia americana, os próximos anos continuam sob o signo do aperto, pois a gigantesca China emite sinais de que está a reduzir seu, até então, impressionante impulso de desenvolvimento. O estudo avalia, corretamente, que “desde o fim do ano passado, as principais economias mundiais tomaram medidas para limitar o risco sistêmico e restaurar a confiança, mas sem conseguir uma melhora significativa no crescimento e emprego”. A gangorra dessa relação entre muito esforço e pouco resultado se confirma na recorrente ação dos economistas das Nações Unidas em revisar para menos suas previsões de crescimento nos últimos anos. Para a América Latina e Caribe, o relatório aponta para 2013 uma aceleração de “3,6% este ano, depois da alta de 3% em 2012”. Mirando 2014, a ONU enxerga um crescimento de 4,2% no PIB da região. Os analistas veem um aumento de 3,5% no PIB da América Latina em 2013, “com Argentina e Brasil recuperando o ímpeto graças ao relaxamento da política monetária, à redução dos preços da energia e aos impostos sobre a renda no Brasil; e à retomada da atividade agrícola na Argentina”. Para o Brasil, a ONU projeta crescimento de 3% este ano e de 4,2% em 2014. Oxalá os áugures das Nações Unidas estejam certos.

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