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Opinião

QUANTO VALE UMA VIDA

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Estamos recolhidos com medo de ser felizes, medo de ser livres, de viver intensamente as oportunidades que a vida nos oferece. Ficamos prisioneiros, escravos acorrentados sob o teto das nossas próprias casas. A vida humana virou banalidade, nada mais valerá a pena enquanto não houver leis rigorosas e autoridades com mão de ferro para fazer cumpri-las. Enquanto isso, mães inconsoladas continuarão chorando copiosamente debruçadas sobre as pedras frias dos necrotérios; derramarão seus prantos abraçadas aos horripilantes caixões, esperando pelo último instante da pior de todas as despedidas. Os prontos-socorros superlotados têm como sala de visita impregnados corredores para receberem vítimas de armas de todos os calibres. Não existe espaço para acomodar moribundos vítimas da insanidade, do sistema. Uma simples discussão no trânsito é motivo suficiente para sacar o revólver e matar, certeza da impunidade. No exercício do trabalho, o profissional corre o risco de ter seu espaço invadido, o corpo embevecido em líquido inflamável e ateado fogo. Basta não ter o dinheiro que os bandidos achavam que deveriam ter, sempre, sempre menores de idade comandados por organizações criminosas. Ficar em casa não mais é garantia de segurança. Se no passado, o interior e a zona rural eram sinônimos de sossego e paz, acabou, faz tempo. Os bandos invadem, as espingardas fazem suas próprias leis. Amarram, violentam, debocham de honrados cidadãos do bem. As famílias estão aterrorizadas sem saber a quem pedir socorro para proteger seus entes. Nas escolas, como se não bastasse o salário humilhante, o professor perdeu também a dignidade para os brutos e animalescos adolescentes que agridem os mestres em plena sala de aula. É a droga. Ninguém poderia imaginar que o sossego de um restaurante junto à família e amigos pudesse virar alvo de ação bandida. No banco, ora no banco... terá sempre um marginal esperando a saída de alguém indefeso. Na igreja? E pensar que assalto na igreja era coisa de pastor picareta! Mulher sozinha andar na praia corre o risco de ser vítima de mais um estupro, e o estuprador, se for pego, logo estará solto para praticar de novo seu instinto bestial. As praças não mais são do povo. Perdemos o direito para a cracolândia e os orquestrados movimentos sociais, principalmente o MST, os ditos sem-terra que têm todo o direito de esculhambar, depredar os patrimônios público e privado protegidos por uma bandeira vermelha historicamente envolvida em desordens. São os intocáveis da democracia, xodó do governo petista. No mundo em que satanás saltita de contente, se o prazer irresponsável do sexo engravidar uma menor, custa nada pagar ?mil réis? para contratar a morte da infortuna e da vida que floresce em seu ventre. Roubar, estuprar, matar é brinquedinho da moda. Este é o nosso país onde as autoridades teimam em não rever a legislação caduca, principalmente com relação à idade penal do menor.

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