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O primeiro mundo e os programas sociais

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Em tempos de boatos e fatos, no Brasil, sobre programas de assistência social, em alguns badalados países do primeiro mundo, malgrado a bonança geral e a prática do capitalismo mais liberalizado, seguem vivos e atuantes programas que seriam, por aqui, duramente atacados como ?assistencialistas?. E não estamos falando nos países mais conhecidos como defensores do ?Estado de bem-estar social?, mas de lugares referenciais para o capitalismo como a Finlândia, nação que se separou à bala da ?grande Rússia?, em 1917, por discordar da famosa revolução comunista realizada naquele mesmo ano. Há muito tempo, a Finlândia é considerada uma experiência de sucesso e prosperidade como economia de livre mercado. Fortemente industrializada, ombreia seu PIB per capita com potências como a França e Alemanha, sendo poderosa na produção de produtos eletrônicos, máquinas, veículos, metalurgia, engenharia e química, além de uma vigorosa indústria florestal e uma área de serviços portentosa. Pois bem, esse ícone do liberalismo antes da moda do prefixo ?neo?, não descuida de seus programas de assistência social. Um dos programas de maior sucesso, há 75 anos, entre os finlandeses é o que poderíamos chamar de ?bolsa maternidade?, cujo objeto de maior prestígio (e disputado) é a caixa de papelão onde é acondicionado o conjunto de presentes dados às mulheres que engravidam. Esse caixote de papelão, forrado com uma manta plástica, é usado tradicionalmente como berço para os recém-nascidos. Segundo estudos realizados sobre o perfil de saúde pública naquele país báltico, é precisamente a distribuição em massa e o uso generalizado do ?kit para gestantes? um dos fatores determinantes para a Finlândia alcançar uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil em todo globo. A ?bolsa bebê? é distribuída gratuitamente a toda mulher que engravide na Finlândia, independentemente da classe social da gestante. O governo finlandês arca, desde a década de 30, com todas as despesas desse programa. Imaginem se esta ótima ideia viesse a ser implantada no Brasil. Imaginem o que a oposição tresloucada faria...

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