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O que pode significar uma queda de 8%?

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Comemorada como um resultado eleitoral pela mídia tucana ou atucanada, a queda de 8% na aprovação da presidente Dilma Rousseff serve menos para fornecer um prognóstico seguro sobre as perspectivas da próxima eleição e (muito) mais para reafirmar o danoso espírito partidário que não cabe mais (há tempos) nas entrelinhas dos grandes veículos de comunicação sediados no eixo Rio/São Paulo. De fato, pela primeira vez, o governo de Dilma Rousseff sentiu a ferroada das ruas. Mas, inegavelmente, seus índices seguem sendo muito melhores que os auferidos por FHC em idêntico período de gestão. Recordar é viver, diz a filosofia popular. Em verdade, mesmo com esse tombo considerável, de 65% em março para 57% na recente pesquisa, que atesta o apurado em dois anos e meio de governo. Mas, no mesmo espaço de tempo, o presidente Fernando Henrique Cardoso cravava 39% (em setembro de 1999, o tucano voou mais baixo ainda, registrando a marca de 13%). Aqueles rasantes não o impediram de ser reeleito. Lula, também nessa marca dos 30 meses de governo, não logrou alcançar os 40% de aprovação e, num empate técnico com FHC, contentou-se com 36% de aprovação. Dilma Rousseff não tem, ainda, que se preocupar em demasia com este seu índice nas proximidades dos 30 meses de gestão. 57% é um recorde, considerando-se seus dois antecessores mais próximos. Porém, a presidente e sua equipe devem se acautelar, dar redobrada atenção aos motivos pelos quais a gestão foi desidratada em 8% num curto espaço de tempo. Evidente que algum peso deve ter tido o massacre midiático, inclemente, visando o desgaste do governo. Mas a presidente nunca teve a simpatia da ?grande? mídia, mesmo que tenha passado por tempos de menor bombardeio. O busílis da questão não é esse posicionamento editorial, mas sim nos pontos sobre os quais a imprensa oposicionista se apoiou para seu rosário de ataques. Estudar rapidamente esses pontos negativos e ser capaz de respondê-los à altura é o grande desafio para Dilma Rousseff. Em se tratando das questões que, com toda a razão, afligem os brasileiros e as brasileiras ? como a inflação, emprego e renda, retomada do crescimento econômico, educação, saúde e segurança pública ?, a agilidade do governo será de grande valia, em primeiro lugar, para a maioria da população.

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