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Opinião

CONTINUANDO NOSSA VISITA A BERLIM

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Já visitamos a Porta de Brandemburgo e alguns monumentos do lado oriental que já nem lembram o tempo dos comunistas. Foi tudo restaurado e novas construções estão sendo erguidas nos espaços dantes vazios ou com prédios de mau gosto que foram erguidos para moradas do tempo dos russos. A parte antiga já recobrou sua beleza histórica e para apagar o passado maldito dos invasores ou de Hitler, tudo se renovou, sendo destruído até o bunker onde o ditador se suicidou. Mas conservam no Mauerpark, em Prenzlaauer, a 1.200 metros do muro que separava a cidade, para que nunca seja esquecida essa triste página de sua história. Artistas nativos contribuíram na pintura do paredão. Há uma marca feita de paralelepípedos, no meio do asfalto, designando o local por onde passava o muro russo, e, em uma das antigas entradas deste, permanece uma guarita guardada por dois soldados americanos com as bandeiras de seu país, lembrança daquele aviltante cerceamento da liberdade. Hoje, Berlim é uma cidade alegre, rica em museus que apresentam incríveis coleções de toda parte do universo e teatros, onde se exibem os mais notáveis artistas mundiais. Grandes universidades formam profissionais notáveis, e os cientistas estão sempre absorvidos em novas descobertas que melhorem a vida dos seres humanos e protejam a natureza. A Praça de Postdam fica no extremo oriental da Rua de Leipzig, uma das mais movimentadas artérias de Berlim. É cortada durante o dia por uma interminável corrente de trânsito. Suas lojas são elegantes e fartas de tudo que a cobiça dos estrangeiros possa desejar. A cozinha alemã é variada, sobretudo em carnes de suínos, ovinos, pescados tanto do mar, como de seus importantes rios, Reno e Elba. O Chucrute, um cozinhado a base de repolho, é um prato indispensável na mesa do alemão. A história desse país vem com a existência dos bárbaros, teutões que se vestiam de peles e que 102 anos a.C. tentaram chegar até a Itália em busca de terras férteis para acomodar suas tribos. Apesar de valentes e guerreiros, foram expulsos e voltaram à Europa Central, ocupando uma grande extensão do território, formando a Alemanha. Lá pelos fins do século 4, tiveram que lutar contra os ferozes e cruéis hunos. Comandados pelo terrível Átila que destruía tudo por onde passava, dispersava as tribos, deixando atrás de si a morte e a desolação. Mas o chefe huno morreu e esses povos abdicaram de ser uma ameaça para as tribos dos germânicos, dos saxões, dos francos, dos vândalos, dos godos, dos frígios e de outros que ocupavam os territórios centrais da Europa. Mas só depois de muito tempo essas tribos se uniram formando a nação alemã.

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