Opinião
Progn�sticos de acirrada campanha
Nova pesquisa, desta vez a tradicional enquete encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), registra uma queda na avaliação positiva do governo Dilma Rousseff, que estaria com 54,2% em junho deste ano contra 56,6% atestados em julho de 2012. Uma queda bem menos expressiva que a divulgada por outro instituto de pesquisa no começo desta semana, porém devem ser consideradas as diferenças de metodologia e de períodos das duas aferições. Em tese, ambas as pesquisas dizem a mesma coisa: Dilma Rousseff continua muito bem cotada, mesmo tendo sofrido alguma desidratação. Um dos aspectos centrais nesses dois estudos é a manutenção do franco favoritismo de Dilma Rousseff frente seus anunciados adversários na disputa, que já está em curso, para a eleição presidencial de 2014. Segundo a pesquisa da CNT, se a eleição fosse agora, a presidente venceria no primeiro turno, com 52,8% votos. No segundo lugar, distanciado, ficaria Aécio Neves, com modestos 17%; em seguida viria a verde Marina Silva com 12,5%. Eduardo Campos, o único que ainda não assumiu explicitamente a candidatura, cravou 3,7% na opinião dos pesquisados. Na outra enquete, divulgada no início da semana, os resultados apontam para números distintos, mas, mesmo assim, se as eleições fossem na data da pesquisa, Dilma também venceria no primeiro turno, apenas com uma diferença mais apertada: 51% dos votos. Marina verdejaria com 16% dos sufrágios, cravando o segundo lugar, enquanto Aécio amargaria o bronze com 14% e Eduardo campearia modestos 6%. Ambos os resultados terão, igualmente, o mesmo efeito imediato: aumento do bombardeio sobre a favorita. Pelo andar da carruagem, o caminho não deverá ser bom para o Brasil, pois as realizações governamentais serão ainda mais minadas. A desconstrução acentuar-se-á como palavra de ordem. Programas sociais serão tornados alvos ainda mais preferenciais (em verdade, ensaios para esses ataques já foram feitos...), assim como se tornará mais agressiva a torcida nefasta pelo crescimento da inflação. À equipe Dilma Rousseff será cobrada muito mais serenidade, firmeza e competência, para o bem do Brasil, pois as inconformadas e ressentidas elites não terão outro alvo senão minar, destruir, o que possa vir a ser sucesso brasileiro.