Opinião
OS SANTOS JUNINOS II
Continuando o artigo da semana passada, gostaria aqui de fazer algumas poucas indicações sobre São Pedro e S. Paulo, os dois últimos santos a serem venerados neste mês de junho. Pedro é o príncipe, a Pedra fundamental da Igreja de Jesus, aquele que recebeu do Mestre a missão de confirmar os irmãos na fé, aquele que foi constituído supremo Pastor das ovelhas e dos cordeiros do Senhor, aquele que recebeu a divina promessa de que seria ligado no céu o que ele ? e seus sucessores, os pontífices romanos ? ligassem na terra e seria desligado o que eles desligassem. E Paulo é o grande apóstolo das gentes, o maior evangelizador de todos os tempos, aquele que recebeu do Senhor Jesus ? como ele acentua muitas vezes em suas magníficas epístolas ? o evangelho que anunciou aos pagãos e judeus e abriu assim o cristianismo, a doutrina do Senhor Jesus para todos os povos. S. Pedro, na tradição brasileira, é o celestial padroeiro dos pescadores, ele que também foi humilde pescador da Galiléia, no lago de Tiberíades, e que Jesus chamou em meio às redes e aos barcos de seu humilde ofício para ser chefe de seus discípulos e apesar de tê-lo negado três vezes, três vezes exclamou contrito: ?Senhor, tu sabes tudo, tudo sabes que eu te amo!? (Jo 21,15-17). A fé do apóstolo Pedro é a fé da Igreja: ?Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!? (Mt l6, 16). Formado na rigorosa escola dos fariseus, tendo por mestre Gamaliel, foi na mocidade ardoroso perseguidor dos cristãos. E depois, convertido às portas de Damasco, quando ouviu de Jesus a grande pergunta: ?Saulo, Saulo, por que me persegues?? ? tornou-se o grande anunciador do Evangelho aos gentios. Com Pedro ? crucificado de cabeça para baixo ? ele sofreu o martírio pela fé cristã, sendo decapitado fora dos muros de Roma, provavelmente em 29 de junho do ano 67. Que as manifestações populares e tradicionais dos três santos de junho sejam um estímulo de revigoramento da fé e da prática religiosa para nosso povo.