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ALAGOAS: A LEGI�O DOS AMPUTADOS, OU N�O?

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A prevalência do Diabetes na população geral brasileira e alagoana está chegando a 10% de indivíduos que terão pelo menos 50% de problemas com os seus pés, chamamos estes pacientes de portadores de pés diabéticos que se caracterizam por alterações da sensibilidade (dormências, queimor, pontadas e furadas nas pernas) que denominamos de neuropatia diabética em botas e que acomete a maioria dos pacientes e que podem ou não estar associados com problemas de circulação com o risco de amputações maiores ou menores nestes indivíduos. No nosso Estado, apenas 13% da população possuem plano, seguro ou convênio de saúde, sobrecarregando o SUS que não tem conseguido atender aos pacientes com problemas nos pés. Em 2010, em levantamento do Data SUS tivemos mais de 42.000 cirurgias }de amputações menores e maiores, sendo verdadeiro genocídio para a nossa população brasileira e, ainda mais, Alagoas chegou perto de 1.000 cirurgias mutiladoras anuais, sendo campeã no Brasil. Precisamos que todos se mobilizem para esta causa realizando um mutirão de atitudes para que possamos minorar o sofrimento de pacientes de risco de ferimento e posterior amputação no nosso HGE ou no Hospital de Coruripe. Não podemos deixar de prescindir dos Conselhos de Saúde, das Associações de diabéticos e do Ministério Público para cobrar, fiscalizar e ajudar na execução destes programas, para que sejam prioritários, executados e tenham aporte financeiro suficiente para sua implementação. A AMB junto com o Cremal estão realizando em Alagoas projeto piloto de treinamento de médicos da atenção primária dos municípios com o objetivo de diminuir em 50% as amputações no Estado de Alagoas. Para isto, precisamos do apoio dos gestores estadual e municipal para podermos instituir um programa definitivo de treinar todos os médicos da atenção primária, estabelecer polos de atenção secundária com especialista nas dez regiões de saúde do Estado e pelo menos três serviços de alta complexidade no Estado nas duas macrorregiões de Maceió e Arapiraca, com o fluxograma definido para os pacientes que precisam de exames de laboratórios e de imagem, curativos, cirurgias vasculares e endovasculares. Implantando este programa, estaremos gastando apenas 30% do que se gasta com as atuais internações hospitalares, amputações, liminares na Justiça para cirurgias de alta complexidade. Tivemos várias experiências vitoriosas em municípios que implantaram este programa, como Rio de Janeiro, Brasília, Natal, Aracaju, Rio Branco e outros, que diminuíram os índices de amputações.

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