Opinião
SUPERAR OS DESAFIOS DA EXIST�NCIA
Ouvi recentemente a letra de uma canção ? Tocando em frente ? que diz: ?Cada um de nós compõe a sua história e cada ser carrega em si o dom de ser feliz?. Somos senhores de nosso próprio destino? Se raciocinarmos assim, os sucessos e fracassos que porventura ocorram ao longo da vida, dependem, exclusivamente, de nossas atitudes e desempenhos, construtivos ou destrutivos. Mas há os que acreditam que a sucessão de fatos e ocorrências nem sempre obedecem totalmente às nossas ações; há, sempre, algo incontrolável, casual, imponderável, que muda rumos previstos. Sorte? Concurso de circunstâncias? A mão divina? Encontro num livro que me foi recentemente presenteado algumas frases que merecem reflexão: ?A vida é um contrato de risco. Viver é uma grande aventura. Basta estar vivo para correr riscos, fracassos, frustrações, decepções. Por outro lado, há uma esteira de alegrias, vitórias e acontecimentos que provocam prazer e bem-estar?. É fácil conviver com alegrias e triunfos; difícil é extrair coragem dos fracassos e agudas decepções; superar os acontecimentos negativos e retornar aos objetivos de vida anteriormente traçados. É necessário levantar-se cada vez que se cai; é preciso sacudir a poeira das sandálias e voltar a sorrir. O que se pode dizer a um amigo que aos 45 anos perdeu o emprego a que se dedicou durante toda sua vida útil, já que o choque, a desilusão, a sensação de ter sido injustiçado e a inquietação, ansiedade, preocupação atingiram seu ânimo e abateram sua vontade de viver? Não faltaram apoios e solidariedades, ombros amigos, incentivos. Tocar a vida para frente foi o conselho que recebia; jamais perder a esperança. Sair de uma quase depressão para os novos estímulos de vida constituem vitória sem par. Contaram-lhe a historieta da águia, símbolo de valentia e nobreza. Essa ave chega a viver 80 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela tem que tomar uma séria decisão, pois está com as unhas compridas e gastas, e não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo curva-se, apontando contra o peito. As asas estão envelhecidas e voar já é bem mais difícil. Por isso, recolhe-se no alto de uma montanha e se isola; espera a renovação do bico, das unhas e penas. Após esse tempo, sai para o famoso voo da liberdade, da renovação, para viver, então, mais 40 anos. Disso se conclui que em nossas vidas, quando necessário, devemos resguardar-nos por algum tempo, e começarmos um processo de renovação de atitudes. Em consequência, novos êxitos advirão.